Em greve, municipais de Porto Alegre realizam hoje Ato Unificado Fora Marchezan

04/09/2018 - 14:58

Ato ocorre no fim da tarde, no Paço Municipal, logo após assembleia da categoria.

Os municipários de Porto Alegre seguem na denúncia contra o desmonte das políticas públicas e das falácias do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB). Na manhã chuvosa desta segunda-feira (3), 35° dia da greve da categoria, foi realizado ato da Educação em frente ao prédio da Smed, no Centro Histórico. Um varal, apresentando o quadro da falta de professores na rede municipal, foi montado na calçada em frente à Secretaria.

Na mídia, Marchezan diz que promoveu mudanças na Educação para qualificar o ensino. Na prática, as alterações impostas à rede diminuíram o tempo do aluno em sala de aula e ainda há grande falta de professores. Das 99 escolas da rede municipal, somente três estão com o quadro completo.

Projetos importantes, como o Adote um Escritor, foram cortados e as novas medidas, que orientam o turno inverso, diminuíram a oferta de atividades complementares para as crianças. A oferta de EJA também foi reduzida em toda a cidade.

Encerradas as manifestações, municipários da educação e de outras secretarias saíram em caminhada até o prédio da SMA, na Avenida Siqueira Campos. À tarde, aconteceu Ato em Defesa da Assistência, da Cultura e do Esporte, em frente à sede da Fasc, na Avenida Ipiranga, 310.

Ato unificado nesta terça

Reunidos, na manhã de sábado (1º), na sede do Simpa, os municipários em greve e os movimentos sociais de Porto Alegre organizaram o “Ato Unificado Fora Marchezan – Porto Alegre para os trabalhadores”, que será realizado nesta terça (4), às 17h, no Paço Municipal. O evento acontece após a assembleia geral da categoria, que inicia às 14h, na quadra da escola Imperadores do Samba (Av. Padre Cacique, 1567).

A reunião contou com a participação do presidente em exercício da CUT-RS, Marizar de Melo. Ele manifestou o apoio e a solidariedade da Central aos municipários em greve e protestou contra o desmonte da cidade na gestão de Marchezan.

O ato unificado quer chamar atenção da população para a defesa da cidade, que está abandonada pelo prefeito tucano. Faz 35 dias que os municipários estão parados pelos seus direitos e Marchezan sequer chama o Simpa para negociação da pauta da data-base 2018. Em sua gestão, a Educação, a Saúde, a Assistência Social, o Dmae e os demais serviços públicos sofrem com a precarização, privatização e terceirização.

A unidade do Simpa com os movimentos sociais está sendo construída para resistir ao desmonte do serviço público e não se encerra neste ato. Uma próxima reunião de mobilização ficou agendada para o dia 10, às 18h30, no Simpa.