Hoje é outro dia, ainda estão rolando os dados

25/04/2016 - 00:00

Ontem foi ontem.

Hoje iniciamos uma nova etapa na caminhada da reconstrução e manutenção da nossa menina, ontem violada, estuprada, chamada DEMOCRACIA.

Foi em nome de Deus, da família, da maçonaria, do time de futebol que o povo brasileiro assistiu estarrecido aquele circo de horrores em sua maioria quase absoluta de machos travestidos de legisladores do povo brasileiro! Eles bradavam com a nossa linda bandeira verde e amarela nas mãos dizendo sim ao impedimento da nossa presidenta Dilma como se fossem o bastião da moral e ética!

Harpias, Gárgulas, prontos pra atacar e se apossar da bolada que deve ter sido depositada em alguma pequena ilha virgem “desse mundão de meu Deus"! Com sarcasmo e ironia davam um "tchau querida", que alguns e algumas se perguntavam: seria uma referência à nossa presidenta ou a nossa menina estuprada "democracia"?

As 18h40 eu já sabia de "fontes seguras" que levaríamos uma trolha com mais de 350 votos dos estupradores. Nessa mesma hora, lá na praça lotada de caras vermelhas de todas as gerações eu fiquei triste, muito triste, porque algumas coisas não precisavam ser assim.

Somos todos e todas companheiras, merecemos respeito e consideração. Mas isso é outro assunto pra outro momento, outro fórum. O importante é dizer que ainda estamos jogando os dados. Vamos agora ao Senado. Vejam as regras abaixo que me repassaram.

Força minha ❤VALENTE!

"Se a Câmara aprovar o impeachment, Dilma é afastada?
Não. Se o pedido for aprovado por dois terços dos deputados, o processo seguirá para o Senado dias após a votação (possivelmente, entre 18 e 19 de abril) e uma comissão será formada para avaliá-lo. Só o Senado pode processar e julgar um presidente da República.

É preciso avaliar de novo?
Sim. O trabalho no Senado é diferente do que já foi feito, uma vez que a comissão da Câmara só avalia a admissibilidade, ou seja, se o processo tem condições ou não de seguir. A comissão do Senado deve se reunir entre os dias 21 de abril e 02 de maio. O parecer final é encaminhado ao plenário para uma nova votação. O processo só deve continuar se 41 dos 81 senadores (maioria simples) concordarem com ele.

E se o Senado aceitar o pedido?
A presidente é afastada por um período de 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assume o cargo. Dilma recebe um prazo de 20 dias para apresentar nova defesa.

Dilma deve deixar o Palácio da Alvorada?
Não. Como explica Flávio de Leão Bastos Pereira, professor de Direito Constitucional do Mackenzie, a presidente não é obrigada a deixar a residência oficial durante o período que não exerce a presidência. Durante o afastamento, no entanto, ela recebe apenas metade de seu salário (que atualmente é de R$ 30.934,00).

E por quanto tempo o Senado pode julgar a presidente?
Os senadores dispõem de 180 dias para julgar se Dilma é responsável pelos crimes de responsabilidade apontados no processo. Se eles decidirem usar todo o tempo, o processo termina em outubro deste ano.

Como funciona a votação final?
A sessão é presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal. O impeachment é aprovado se dois terços dos senadores (54 dos 81) votarem a favor. Se Dilma for condenada, perde o mandato e se torna inelegível por oito anos. Se for absolvida, volta automaticamente ao cargo e recebe o valor que deixou de receber enquanto estava afastada".