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A juventude e o futuro do país são as principais vítimas do ódio, alerta Confetam/CUT

Entidade se solidariza com as vítimas da tragédia de Suzano e defende a escola como espaço de acolhimento e de transformação social.

Escrito por: Confetam/CUT • Publicado em: 15/03/2019 - 16:08 • Última modificação: 15/03/2019 - 16:24 Escrito por: Confetam/CUT Publicado em: 15/03/2019 - 16:08 Última modificação: 15/03/2019 - 16:24

. Professora, funcionária, alunos e ex-alunos mortos: a educação está refém do medo

A diretoria da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) se solidariza às vítimas, aos familiares e a toda comunidade escolar afetada pela tragédia de Suzano (SP), que atingiu 21 pessoas, das quais dez fatalmente. Entre os mortos, uma professora, uma funcionária, cinco alunos e dois ex-alunos, estes últimos os autores do atentado. 

A escola, espaço de acolhimento, virou alvo de ataques. Entre 28 outubro de 2002 e 13 de março de 2019, data em que Guilherme Monteiro e Luiz Henrique de Castro abriram fogo na Escola Estadual Raul Brasil, foram pelo menos nove atentados dirigidos a escolas públicas, colégios particulares e até mesmo creches. 

O aumento da violência no ambiente escolar reflete o discurso de ódio incrustrado na sociedade brasileira, escancarado na campanha presidencial de 2018 e institucionalizado com a vitória do presidente de ultradireita Jair Bolsonaro (PSL). Fiel à falta de sensibilidade que lhe é característica, no mesmo dia das execuções em Suzano Bolsonaro chegou a declarar à imprensa só dormir com uma arma ao lado, nada mais inapropriado para o momento. 

Não à toa, um dos primeiros atos do novo presidente foi assinar, logo no mês de janeiro, decreto flexibilizando a posse de arma no Brasil, principal promessa eleitoral do candidato fascista. Quem não lembra da “arminha”, ícone capaz de sintetizar toda a cultura de ódio reverberada na campanha e no governo do político de extrema-direita.

Contudo, a flexibilização da posse de armas vai contra a opinião de 52,6% da população brasileira, segundo pesquisa realizada no mês passado pela CNT/MDA. Num país onde armas de fogo matam seis mulheres diariamente, de acordo com o Mapa da Violência de 2016, não se admira a população ter mais compreensão da realidade da segurança pública que o presidente da República.   

Que a tragédia de Suzano desperte na sociedade o verdadeiro sentido da escola, onde professores sejam respeitados como educadores e não perseguidos como se inimigos da sociedade fossem. Onde funcionários tenham condições de trabalho e o direito de voltarem vivos para casa. Onde os alunos sejam verdadeiramente acolhidos e preparados para transformar uma sociedade doente, que faz da juventude e do futuro do país as principais vítimas do ódio e da indiferença.

Fortaleza, 15 de março de 2019

Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal – Confetam/CUT
 

Título: A juventude e o futuro do país são as principais vítimas do ódio, alerta Confetam/CUT, Conteúdo: A diretoria da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) se solidariza às vítimas, aos familiares e a toda comunidade escolar afetada pela tragédia de Suzano (SP), que atingiu 21 pessoas, das quais dez fatalmente. Entre os mortos, uma professora, uma funcionária, cinco alunos e dois ex-alunos, estes últimos os autores do atentado.  A escola, espaço de acolhimento, virou alvo de ataques. Entre 28 outubro de 2002 e 13 de março de 2019, data em que Guilherme Monteiro e Luiz Henrique de Castro abriram fogo na Escola Estadual Raul Brasil, foram pelo menos nove atentados dirigidos a escolas públicas, colégios particulares e até mesmo creches.  O aumento da violência no ambiente escolar reflete o discurso de ódio incrustrado na sociedade brasileira, escancarado na campanha presidencial de 2018 e institucionalizado com a vitória do presidente de ultradireita Jair Bolsonaro (PSL). Fiel à falta de sensibilidade que lhe é característica, no mesmo dia das execuções em Suzano Bolsonaro chegou a declarar à imprensa só dormir com uma arma ao lado, nada mais inapropriado para o momento.  Não à toa, um dos primeiros atos do novo presidente foi assinar, logo no mês de janeiro, decreto flexibilizando a posse de arma no Brasil, principal promessa eleitoral do candidato fascista. Quem não lembra da “arminha”, ícone capaz de sintetizar toda a cultura de ódio reverberada na campanha e no governo do político de extrema-direita. Contudo, a flexibilização da posse de armas vai contra a opinião de 52,6% da população brasileira, segundo pesquisa realizada no mês passado pela CNT/MDA. Num país onde armas de fogo matam seis mulheres diariamente, de acordo com o Mapa da Violência de 2016, não se admira a população ter mais compreensão da realidade da segurança pública que o presidente da República.    Que a tragédia de Suzano desperte na sociedade o verdadeiro sentido da escola, onde professores sejam respeitados como educadores e não perseguidos como se inimigos da sociedade fossem. Onde funcionários tenham condições de trabalho e o direito de voltarem vivos para casa. Onde os alunos sejam verdadeiramente acolhidos e preparados para transformar uma sociedade doente, que faz da juventude e do futuro do país as principais vítimas do ódio e da indiferença. Fortaleza, 15 de março de 2019 Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal – Confetam/CUT  



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