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Centrais avisam: se mexer na CLT o Brasil vai parar

Protestos contra a retirada de direitos foram registrados em 13 Estados e no DF. Novas manifestações estão previstas entre os dias 22 e 29 de agosto, data da votação do impeachment de Dilma no Senado

Escrito por: Confetam/CUT • Publicado em: 17/08/2016 - 15:50 • Última modificação: 19/08/2016 - 19:27 Escrito por: Confetam/CUT Publicado em: 17/08/2016 - 15:50 Última modificação: 19/08/2016 - 19:27

Dino Santos Em São Paulo, protesto ocorreu na Avenida Paulista

Na manhã desta terça-feira (16), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais reuniram cerca de seis mil pessoas na frente da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em mais uma atividade do "Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos". As entidades aproveitaram o ato para enviar um recado ao governo ilegítimo de Michel Temer.

“Assim como a Fiesp avisou que não pagaria o pato, os trabalhadores também não vão. Os trabalhadores querem seus empregos garantidos, não permitiremos que esse governo golpista avance nos nossos direitos. Nosso aviso está dado, se mexer com a classe trabalhadora, nós vamos parar esse País”, alertou Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT.

Mordomo do Diabo

Outro dirigente que aproveitou a manifestação na frente da Fiesp foi Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical. “Chega de ouvir o (Paulo) Skaf dizendo que vai pagar o pato, ele tem que pagar são os impostos sobre suas propriedades. O Michel Temer é um mordomo do Diabo e fica aqui o recado para ele: ‘Temer, tire suas patas sujas da CLT’”.

Diante dos inúmeros balões e faixas de sindicatos de toda parte do estado, as lideranças seguiram se revezando no microfone, alertando a militância e transeuntes da Avenida Paulista sobre as consequências das ações tomadas por Michel Temer.

Foi bom para a Europa?

“O que estamos vendo por todo o País é uma rejeição ao governo que aí está, que nem é ainda governo empossado, não sabemos o que acontecerá semana que vem em Brasília (o Senado votará entre os dias 25 e 31 de agosto o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff). O Temer tem sido vaiado em todas as partes do Brasil, por todos os lados temos visto protestos contra suas medidas. Aliás, essas medidas de arrocho pra cima da classe trabalhadora, se fossem boas, teriam resolvido a crise na Europa, que se arrasta desde 2008”, lembrou Sérgio Nobre.

Esse é só o primeiro

Adilson Araújo, presidente nacional da CTB, pediu que as Centrais se mantenham unidas. “É fundamental que nos juntemos, esse é só o primeiro de diversos atos que vão provocar uma paralisação nacional. Por trás desse discurso da modernidade do trabalho, há propostas como jornada de 80 horas semanais de trabalho”, criticou o dirigente sindical.

Além de São Paulo, os atos ocorreram nos principais Estados do País. Em todas as Regiões, a CUT e as demais centrais sindicais promoveram paralisações em fábricas e protestos diante das federações das indústrias nas Capitais, tendo na pauta a defesa de direitos como a carteira assinada, da Previdência e o combate à terceirização sem limites.

Alagoas

Em Alagoas, cerca de mil pessoas reuniram-se no Centro de Estudos e Pesquisa Aplicada (Cepa), em Maceió, e seguiram em marcha até a Casa da Indústria para protestar contra o governo golpista de Temer. Trabalhadores de diversos setores, servidores federais, urbanitários, petroleiros, juventude e trabalhadores do campo prostestaram contra as medidas de austeridade do governo. O ato contou também com a participação das centrais sindicais e, ao final, simbolicamente devolveram o pato a seus donos, ao som de "Fora Temer".

Bahia e Espírito Santo

Na Bahia, o ato aconteceu em frente à Federação das Indústrias de Salvador e, no Espírito Santo, o Movimento dos Sem Terra (MST) e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) se unificaram à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaes) e sindicatos urbanos em uma jornada de luta com acampamento em Vitória. A jornada de lutas reuniu cerca de 2 mil trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade.

A caminhada saiu da Praça de Jucutuquara  em direção ao Centro da Capital, passando pela Curva do Saldanha. As lutas continuarão durante a semana por mais direitos e contra a reforma trabalhista, ressaltou Jasseir Fernandes, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado (CUT/ES).

Crise hídrica

O Espírito Santo vem sofrendo com uma crise hídrica que atinge o campo Norte e Nordeste do Estado, refletindo na produção dos agricultores. A pauta da Fetaes constata a necessidade da defesa dos bancos públicos, reitera as conseqüências da crise hídrica na economia dos agricultores e a importância da educação no campo. “O financiamento do agricultor não gerou renda, por causa da crise hídrica, então não houve produção necessária para que houvesse o ressarcimento dos empréstimos”, disse Ranielli Badiani, diretora de Juventude e Políticas Sociais da Fetaes. 

Goiás

Mesmo com a chuva que caiu na manhã de terça-feira, os trabalhadores saíram às ruas de Goiânia, em Goiás, para protestar contra a retirada de direitos - Nenhum Direito a Menos! - e exigir a volta da democracia. No Dia Nacional de Paralisação e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos a concentração foi na Praça Cívica e de lá seguiu em passeata pelas Avenidas Goiás e Anhanguera, detendo-se na Avenida Tocantins, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

Pará

O ato no Pará iniciou com café da manhã na Escadinha e percorreu a Avenida Presidente Vargas, em Belém, parando na frente das agências bancárias, Correios e INSS, com a participação da CUT, CTB, bancários, Correios, Sindicato dos Professores da Rede Particular (Sinpro),  Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (SindSaúde), Embrapa, domésticas, Sindicado dos Servidores Públicos Civis do Estado e Municípios (Sepub) e professores da rede federal.

Paraíba

A concentração no ato na Paraíba ocorreu no Lyceu Paraibano, em João Pessoa. O MST interditou estradas, promoveu plenária para Criação da Frente Brasil Popular. O dia começou com a interdição da BR-101, entre João Pessoa e Recife, e de dois trechos da  BR 361, próximo às cidades de Olho D'Agua e Souza.

Trabalhadores, estudantes e representantes de movimentos sociais da cidade de Guarabira lançaram a Frente Brasil Popular, após a realização de Plenária para discutir conjuntura e organização popular. Sindicalistas, puxados pela CUT, e integrantes de movimentos sociais populares realizaram ato público, no Centro de João Pessoa.

Pernambuco

Pernambuco teve duas atividades. Pela manhã, o ato foi na Petroquímica de Suape com a participação dos Sindicatos dos Metalúrgicos, da Borracha, dos Policiais Civis, dos Trabalhadores do Setor Têxtil e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), contra a privatização da Petrobrás e em preparação para a greve geral. Em seguida, os manifestantes se integraram ao acampamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetape), na Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, onde trabalhadores do campo se alojaram para cobrar direitos.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, pela manhã os manifestantes tomaram as ruas de Natal munidos de faixas e cartazes que denunciavam os ataques aos direitos da classe trabalhadora.

Paraná e Rio Grande do Sul

No Paraná, o ato unificado com as demais centrais aconteceu na Praça Santos Andrade, em Curitiba. Já no Rio Grande do Sul, a mobilização aconteceu diante da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), em Porto Alegre. A CUT do Rio Grande do Sul e as demais centrais sindicais do estado denunciaram o golpe nos direitos, exigiram “Fora Temer” e apontaram greve geral.

Tocantins

Em Tocantins, o ato unificado com as demais centrais sindicais aconteceu na Avenida Juscelino Kubitschek, em Palmas, próximo ao Colégio São Francisco.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, mesmo com um sol forte, cerca de três mil trabalhadores e trabalhadoras marcharam mais de um quilômetro e foram até a sede da Federação das Indústrias do Estado (FIESC) levar o recado que não aceitarão a retirada de nenhum direito. A federação patronal foi o alvo escolhido pelos representantes dos trabalhadores, pois é uma entidade que defende novas normas trabalhistas, com redução de direitos. Recentemente nas manifestações a favor do golpe, ilustraram através de um pato inflável de borracha, que os empresários do Brasil é que pagam o “pato” no país, numa alusão ao pagamento de impostos.

Trabalhadores devolvem o pato

Foi o dia que a classe trabalhadora devolveu o pato ao patrão e deixou o recado de que não pagará pela crise econômica e política do país. Munidos com suas armas -  a voz, bandeiras e consciência política – os trabalhadores deixaram na escadaria da Fiesc, fortemente defendida pelo pelotão especial da Polícia Militar, panelas vazias e um pato amarelo em simbologia ao pato símbolo dos patrões.

 Anna Julia Rodrigues, presidenta da CUT/SC, lembrou os projetos que tramitam de forma acelerada no Congresso Nacional e preveem não só a retirada de direitos dos trabalhadores, como a redução do acesso da população as políticas públicas de qualidade. Segundo ela, a fatura da crise do país não deve ser descontada dos trabalhadores. “Não somos nós os grandes sonegadores de impostos, somos os que produzem a riqueza desse país. Se tentarem retirar algum direito, nós paramos o Brasil”.

Confira a agenda de lutas 

A Frente Brasil Popular, pautada no “esforço de resistência ao golpismo nestes dias que nos separam da votação final” do impeachment no Senado, definiu um calendário de lutas até o final do mês em defesa da democracia e dos direitos:

- Ato político em São Paulo no início da próxima semana (entre 22 e 24), com presença da presidenta Dilma e intelectuais;

- Dia Nacional de Luta contra o Golpe, com mobilização concentrada em Brasília, no dia 29, data da votação do impeachment da presidenta Dilma;

- Acampamento em Brasília a partir do dia 28 pelos movimentos da Via Campesina, com adesão de delegações das entidades sindicais, sociais e partidárias da FBP de todo o país.

Arrecadação de recursos

A aprovação das atividades foi feita na reunião do coletivo Nacional da FBP realizada segunda-feira (15), em São Paulo. Foi decidida também a realização de uma campanha de arrecadação de recursos junto a toda a sociedade, centralizada pela CUT Brasília, para assegurar as condições para promoção das manifestações programadas para a Capital Federal.

Para participar da campanha de solidariedade à luta contra o golpe, basta depositar a  contribuição para Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasília), CNPJ: 60.563.731/0004-10, Banco do Brasil, agência 2883-5. Conta-corrente 222.320-1.

Convocação à resistência

O Coletivo Nacional da FBP avalia que, na atual conjuntura, “seja qual for o cenário que prevalecerá, a ofensiva conservadora não cessará, portanto, é fundamental que os movimentos populares estejam nas ruas, convocando o povo brasileiro à resistência”.

Fonte: CUT Brasil
 

 

 

Título: Centrais avisam: se mexer na CLT o Brasil vai parar, Conteúdo: Na manhã desta terça-feira (16), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais reuniram cerca de seis mil pessoas na frente da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em mais uma atividade do Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos. As entidades aproveitaram o ato para enviar um recado ao governo ilegítimo de Michel Temer. “Assim como a Fiesp avisou que não pagaria o pato, os trabalhadores também não vão. Os trabalhadores querem seus empregos garantidos, não permitiremos que esse governo golpista avance nos nossos direitos. Nosso aviso está dado, se mexer com a classe trabalhadora, nós vamos parar esse País”, alertou Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT. Mordomo do Diabo Outro dirigente que aproveitou a manifestação na frente da Fiesp foi Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical. “Chega de ouvir o (Paulo) Skaf dizendo que vai pagar o pato, ele tem que pagar são os impostos sobre suas propriedades. O Michel Temer é um mordomo do Diabo e fica aqui o recado para ele: ‘Temer, tire suas patas sujas da CLT’”. Diante dos inúmeros balões e faixas de sindicatos de toda parte do estado, as lideranças seguiram se revezando no microfone, alertando a militância e transeuntes da Avenida Paulista sobre as consequências das ações tomadas por Michel Temer. Foi bom para a Europa? “O que estamos vendo por todo o País é uma rejeição ao governo que aí está, que nem é ainda governo empossado, não sabemos o que acontecerá semana que vem em Brasília (o Senado votará entre os dias 25 e 31 de agosto o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff). O Temer tem sido vaiado em todas as partes do Brasil, por todos os lados temos visto protestos contra suas medidas. Aliás, essas medidas de arrocho pra cima da classe trabalhadora, se fossem boas, teriam resolvido a crise na Europa, que se arrasta desde 2008”, lembrou Sérgio Nobre. Esse é só o primeiro Adilson Araújo, presidente nacional da CTB, pediu que as Centrais se mantenham unidas. “É fundamental que nos juntemos, esse é só o primeiro de diversos atos que vão provocar uma paralisação nacional. Por trás desse discurso da modernidade do trabalho, há propostas como jornada de 80 horas semanais de trabalho”, criticou o dirigente sindical. Além de São Paulo, os atos ocorreram nos principais Estados do País. Em todas as Regiões, a CUT e as demais centrais sindicais promoveram paralisações em fábricas e protestos diante das federações das indústrias nas Capitais, tendo na pauta a defesa de direitos como a carteira assinada, da Previdência e o combate à terceirização sem limites. Alagoas Em Alagoas, cerca de mil pessoas reuniram-se no Centro de Estudos e Pesquisa Aplicada (Cepa), em Maceió, e seguiram em marcha até a Casa da Indústria para protestar contra o governo golpista de Temer. Trabalhadores de diversos setores, servidores federais, urbanitários, petroleiros, juventude e trabalhadores do campo prostestaram contra as medidas de austeridade do governo. O ato contou também com a participação das centrais sindicais e, ao final, simbolicamente devolveram o pato a seus donos, ao som de Fora Temer. Bahia e Espírito Santo Na Bahia, o ato aconteceu em frente à Federação das Indústrias de Salvador e, no Espírito Santo, o Movimento dos Sem Terra (MST) e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) se unificaram à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaes) e sindicatos urbanos em uma jornada de luta com acampamento em Vitória. A jornada de lutas reuniu cerca de 2 mil trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade. A caminhada saiu da Praça de Jucutuquara  em direção ao Centro da Capital, passando pela Curva do Saldanha. As lutas continuarão durante a semana por mais direitos e contra a reforma trabalhista, ressaltou Jasseir Fernandes, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado (CUT/ES). Crise hídrica O Espírito Santo vem sofrendo com uma crise hídrica que atinge o campo Norte e Nordeste do Estado, refletindo na produção dos agricultores. A pauta da Fetaes constata a necessidade da defesa dos bancos públicos, reitera as conseqüências da crise hídrica na economia dos agricultores e a importância da educação no campo. “O financiamento do agricultor não gerou renda, por causa da crise hídrica, então não houve produção necessária para que houvesse o ressarcimento dos empréstimos”, disse Ranielli Badiani, diretora de Juventude e Políticas Sociais da Fetaes.  Goiás Mesmo com a chuva que caiu na manhã de terça-feira, os trabalhadores saíram às ruas de Goiânia, em Goiás, para protestar contra a retirada de direitos - Nenhum Direito a Menos! - e exigir a volta da democracia. ‪No Dia Nacional de Paralisação e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos a concentração foi na Praça Cívica e de lá seguiu em passeata pelas Avenidas Goiás e Anhanguera, detendo-se na Avenida Tocantins, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). Pará O ato no Pará iniciou com café da manhã na Escadinha e percorreu a Avenida Presidente Vargas, em Belém, parando na frente das agências bancárias, Correios e INSS, com a participação da CUT, CTB, bancários, Correios, Sindicato dos Professores da Rede Particular (Sinpro),  Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (SindSaúde), Embrapa, domésticas, Sindicado dos Servidores Públicos Civis do Estado e Municípios (Sepub) e professores da rede federal. Paraíba A concentração no ato na Paraíba ocorreu no Lyceu Paraibano, em João Pessoa. O MST interditou estradas, promoveu plenária para Criação da Frente Brasil Popular. O dia começou com a interdição da BR-101, entre João Pessoa e Recife, e de dois trechos da  BR 361, próximo às cidades de Olho DAgua e Souza. Trabalhadores, estudantes e representantes de movimentos sociais da cidade de Guarabira lançaram a Frente Brasil Popular, após a realização de Plenária para discutir conjuntura e organização popular. Sindicalistas, puxados pela CUT, e integrantes de movimentos sociais populares realizaram ato público, no Centro de João Pessoa. Pernambuco Pernambuco teve duas atividades. Pela manhã, o ato foi na Petroquímica de Suape com a participação dos Sindicatos dos Metalúrgicos, da Borracha, dos Policiais Civis, dos Trabalhadores do Setor Têxtil e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), contra a privatização da Petrobrás e em preparação para a greve geral. Em seguida, os manifestantes se integraram ao acampamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetape), na Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, onde trabalhadores do campo se alojaram para cobrar direitos. Rio Grande do Norte No Rio Grande do Norte, pela manhã os manifestantes tomaram as ruas de Natal munidos de faixas e cartazes que denunciavam os ataques aos direitos da classe trabalhadora. Paraná e Rio Grande do Sul No Paraná, o ato unificado com as demais centrais aconteceu na Praça Santos Andrade, em Curitiba. Já no Rio Grande do Sul, a mobilização aconteceu diante da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), em Porto Alegre. A CUT do Rio Grande do Sul e as demais centrais sindicais do estado denunciaram o golpe nos direitos, exigiram “Fora Temer” e apontaram greve geral. Tocantins Em Tocantins, o ato unificado com as demais centrais sindicais aconteceu na Avenida Juscelino Kubitschek, em Palmas, próximo ao Colégio São Francisco. Santa Catarina Em Santa Catarina, mesmo com um sol forte, cerca de três mil trabalhadores e trabalhadoras marcharam mais de um quilômetro e foram até a sede da Federação das Indústrias do Estado (FIESC) levar o recado que não aceitarão a retirada de nenhum direito. A federação patronal foi o alvo escolhido pelos representantes dos trabalhadores, pois é uma entidade que defende novas normas trabalhistas, com redução de direitos. Recentemente nas manifestações a favor do golpe, ilustraram através de um pato inflável de borracha, que os empresários do Brasil é que pagam o “pato” no país, numa alusão ao pagamento de impostos. Trabalhadores devolvem o pato Foi o dia que a classe trabalhadora devolveu o pato ao patrão e deixou o recado de que não pagará pela crise econômica e política do país. Munidos com suas armas -  a voz, bandeiras e consciência política – os trabalhadores deixaram na escadaria da Fiesc, fortemente defendida pelo pelotão especial da Polícia Militar, panelas vazias e um pato amarelo em simbologia ao pato símbolo dos patrões.  Anna Julia Rodrigues, presidenta da CUT/SC, lembrou os projetos que tramitam de forma acelerada no Congresso Nacional e preveem não só a retirada de direitos dos trabalhadores, como a redução do acesso da população as políticas públicas de qualidade. Segundo ela, a fatura da crise do país não deve ser descontada dos trabalhadores. “Não somos nós os grandes sonegadores de impostos, somos os que produzem a riqueza desse país. Se tentarem retirar algum direito, nós paramos o Brasil”. Confira a agenda de lutas  A Frente Brasil Popular, pautada no “esforço de resistência ao golpismo nestes dias que nos separam da votação final” do impeachment no Senado, definiu um calendário de lutas até o final do mês em defesa da democracia e dos direitos: - Ato político em São Paulo no início da próxima semana (entre 22 e 24), com presença da presidenta Dilma e intelectuais; - Dia Nacional de Luta contra o Golpe, com mobilização concentrada em Brasília, no dia 29, data da votação do impeachment da presidenta Dilma; - Acampamento em Brasília a partir do dia 28 pelos movimentos da Via Campesina, com adesão de delegações das entidades sindicais, sociais e partidárias da FBP de todo o país. Arrecadação de recursos A aprovação das atividades foi feita na reunião do coletivo Nacional da FBP realizada segunda-feira (15), em São Paulo. Foi decidida também a realização de uma campanha de arrecadação de recursos junto a toda a sociedade, centralizada pela CUT Brasília, para assegurar as condições para promoção das manifestações programadas para a Capital Federal. Para participar da campanha de solidariedade à luta contra o golpe, basta depositar a  contribuição para Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasília), CNPJ: 60.563.731/0004-10, Banco do Brasil, agência 2883-5. Conta-corrente 222.320-1. Convocação à resistência O Coletivo Nacional da FBP avalia que, na atual conjuntura, “seja qual for o cenário que prevalecerá, a ofensiva conservadora não cessará, portanto, é fundamental que os movimentos populares estejam nas ruas, convocando o povo brasileiro à resistência”. Fonte: CUT Brasil      



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