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Confetam/CUT deseja Boas Festas aos servidores municipais e muita disposição de luta em 2019

Entidade destaca a necessidade de união da categoria aos demais trabalhadores, em especial servidores estaduais e federais, para resistirem juntos aos ataques anunciados pelo futuro governo Bolsonaro.

Escrito por: Confetam/CUT • Publicado em: 23/12/2018 - 13:22 • Última modificação: 23/12/2018 - 13:59 Escrito por: Confetam/CUT Publicado em: 23/12/2018 - 13:22 Última modificação: 23/12/2018 - 13:59

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2018 foi um dos anos mais dramáticos para a classe trabalhadora brasileira. Num intervalo de pouco mais de seis meses, o ex-presidente Lula, líder absoluto das pesquisas eleitorais, foi encarcerado injustamente e o deputado federal Jair Bolsonaro, militar da reserva de extrema direita, eleito presidente da República com mais de 57 milhões de votos. Entre 7 de abril, dia da prisão de Lula, e 28 de outubro, data da eleição de Bolsonaro, vivemos a sensação de que os retrocessos impostos pelo governo golpista de Temer poderiam se agravar, desta vez "legitimados" pela via democrática do voto.

Às vésperas da posse de Bolsonaro, marcada para 1º de janeiro de 2019, essa sensação virou certeza. Ao pensar que já estávamos no fundo do poço, para onde os trabalhadores foram empurrados pela aprovação da reforma trabalhista e da terceirização indiscriminada, descobrimos que no fim do buraco tinha um alçapão ainda mais profundo, sem nenhum lugar para tocar o pé numa tentativa desesperada de volta à superfície.

O ano de 2019 pode trazer ainda mais prejuízos à classe média e à maioria esmagadora da população pobre do país. A sobrevivência das organizações criadas para defender a classe trabalhadora dos ataques patronais está duplamente ameaçada pelo fim do imposto sindical e pela anunciada extinção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O desmonte de direitos iniciado por Temer terá continuidade na reforma da Previdência Social defendida por Bolsonaro, cujo modelo se espelha no regime de capitalização adotado no Chile, que tem levado inúmeros aposentados ao suicídio pelo baixo valor dos benefícios. Se aprovada no Brasil, as mudanças abririam precedentes para alteração das regras de aposentadoria de trabalhadores do serviço público municipal de todo o país. 

Em São Paulo, os ataques aos direitos previdenciários dos servidores públicos municipais já começaram. Na madrugada do último sábado (22), os vereadores aprovaram - em primeira votação e sob fortes protestos -, a criação da Previdência Complementar SampaPrev e o aumento de 11% para 14% das alíquotas das contribuições do funcionalismo. A votação definitiva da proposta que confisca os salários dos servidores foi marcada para um dia após o Natal, nesta quarta (26), data escolhida estrategicamente para dificultar a mobilização da categoria durante o recesso natalino.

Precisamos estar atentos e unidos para organizar a Resistência Municipal à sanha privatizante do futuro governo Bolsonaro. Empresas que fazem parte do nosso patrimônio público, como Petrobras, Correios, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, não podem ser oferecida de bandeja à iniciativa privada. 

Neste ano que se despede, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) renova o compromisso de defender intransigentemente a soberania e as riquezas do povo brasileiro, em especial o serviço público de qualidade e a educação laica e emancipadora, itens prioritários da pauta da Campanha Salarial Unificada 2019 dos Servidores Municipais.

Com o tema "Todos juntos por um Serviço Público de qualidade para brasileiros e brasileiras", a Campanha Salarial 2019 é um convite para que todos os segmentos de servidores municipais, estaduais, federais e da classe trabalhadora em geral se irmanem na luta em defesa dos direitos e contra os retrocessos prometidos pelo futuro presidente Bolsonaro. 

Boas festas aos servidores municipais e muita disposição de luta em 2019!

Fortaleza, 23 de dezembro.

Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT)  

Título: Confetam/CUT deseja Boas Festas aos servidores municipais e muita disposição de luta em 2019, Conteúdo: 2018 foi um dos anos mais dramáticos para a classe trabalhadora brasileira. Num intervalo de pouco mais de seis meses, o ex-presidente Lula, líder absoluto das pesquisas eleitorais, foi encarcerado injustamente e o deputado federal Jair Bolsonaro, militar da reserva de extrema direita, eleito presidente da República com mais de 57 milhões de votos. Entre 7 de abril, dia da prisão de Lula, e 28 de outubro, data da eleição de Bolsonaro, vivemos a sensação de que os retrocessos impostos pelo governo golpista de Temer poderiam se agravar, desta vez legitimados pela via democrática do voto. Às vésperas da posse de Bolsonaro, marcada para 1º de janeiro de 2019, essa sensação virou certeza. Ao pensar que já estávamos no fundo do poço, para onde os trabalhadores foram empurrados pela aprovação da reforma trabalhista e da terceirização indiscriminada, descobrimos que no fim do buraco tinha um alçapão ainda mais profundo, sem nenhum lugar para tocar o pé numa tentativa desesperada de volta à superfície. O ano de 2019 pode trazer ainda mais prejuízos à classe média e à maioria esmagadora da população pobre do país. A sobrevivência das organizações criadas para defender a classe trabalhadora dos ataques patronais está duplamente ameaçada pelo fim do imposto sindical e pela anunciada extinção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O desmonte de direitos iniciado por Temer terá continuidade na reforma da Previdência Social defendida por Bolsonaro, cujo modelo se espelha no regime de capitalização adotado no Chile, que tem levado inúmeros aposentados ao suicídio pelo baixo valor dos benefícios. Se aprovada no Brasil, as mudanças abririam precedentes para alteração das regras de aposentadoria de trabalhadores do serviço público municipal de todo o país.  Em São Paulo, os ataques aos direitos previdenciários dos servidores públicos municipais já começaram. Na madrugada do último sábado (22), os vereadores aprovaram - em primeira votação e sob fortes protestos -, a criação da Previdência Complementar SampaPrev e o aumento de 11% para 14% das alíquotas das contribuições do funcionalismo. A votação definitiva da proposta que confisca os salários dos servidores foi marcada para um dia após o Natal, nesta quarta (26), data escolhida estrategicamente para dificultar a mobilização da categoria durante o recesso natalino. Precisamos estar atentos e unidos para organizar a Resistência Municipal à sanha privatizante do futuro governo Bolsonaro. Empresas que fazem parte do nosso patrimônio público, como Petrobras, Correios, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, não podem ser oferecida de bandeja à iniciativa privada.  Neste ano que se despede, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) renova o compromisso de defender intransigentemente a soberania e as riquezas do povo brasileiro, em especial o serviço público de qualidade e a educação laica e emancipadora, itens prioritários da pauta da Campanha Salarial Unificada 2019 dos Servidores Municipais. Com o tema Todos juntos por um Serviço Público de qualidade para brasileiros e brasileiras, a Campanha Salarial 2019 é um convite para que todos os segmentos de servidores municipais, estaduais, federais e da classe trabalhadora em geral se irmanem na luta em defesa dos direitos e contra os retrocessos prometidos pelo futuro presidente Bolsonaro.  Boas festas aos servidores municipais e muita disposição de luta em 2019! Fortaleza, 23 de dezembro. Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT)  



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