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Congresso da CUT reúne 260 delegados em Fortaleza e engrossa mobilização para a greve geral no Ceará

Interesses internacionais, de gestores públicos e do empresariado nacional movem as reformas, que devem ser derrotadas nas ruas na Greve Geral do dia 30, afirma secretário-geral da CUT Nacional

Escrito por: Déborah Lima • Publicado em: 10/06/2017 - 12:41 • Última modificação: 13/06/2017 - 16:48 Escrito por: Déborah Lima Publicado em: 10/06/2017 - 12:41 Última modificação: 13/06/2017 - 16:48

CUT/CE Sérgio Nobre é secretário-geral da CUT Nacional

Secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre foi um dos palestrantes da mesa de debates sobre conjuntura que abriu, nesta sexta-feira (09), em Fortaleza, a 13ª Plenária/I Congresso Extraordinário da CUT Ceará. Para uma platéia de 135 delegados, 125 delegadas e dezenas de convidados, o dirigente enfatizou que o objetivo do encontro era a construção de um Plano de Luta e Ação para vencer os ataques previstos nas reformas trabalhista e previdenciária que visam a destruição da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), do direito à aposentadoria e da Previdência Social.   

Sérgio Nobre contextualiza a conjuntura do golpe que depôs a presidenta Dilma, e avança agora em direção aos direitos dos trabalhadores, dentro de um cenário de interesses internacionais envolvendo multinacionais, transnacionais e o sistema financeiro. "Há um interesse internacional no golpe, um movimento articulado em relação ao golpe e às reformas", enfatiza. 

Interesses internacionais

Ele explica que são esses mesmos interesses que movem a reorganização da produção industrial num mundo de alta tecnologia, no qual tentam reservar ao Brasil um papel subalterno ao grande capital. "As multinacionais decidiram que o nosso papel é ser um produtor de baixa tecnologia, com salários rebaixados. E eles querem as reformas para enfraquecer os trabalhadores e desorganizar o movimento sindical". O dirigente da CUT Nacional cita como exemplo o caso do México, que adotou modelos "flexíveis" de contratação de mão de obra e permitiu a negociação por empresa, produzindo salários miseráveis.

No plano nacional, Nobre afirma que a Lei da Terceitrizações já está estimulando absurdos, como o fato de estados e municípios estarem substituindo concursos públicos para a contratação de professores por licitações. "Aquelas que prevêm menos direitos vencem a licitação. É assim que eles (governadores e prefeitos) estão 'transformando' a educação", critica. 

O sonho dos empresários

Ele assinala que intenções do setor privado também moveram o golpe. "Querem destruir o emprego formal, com jornada integral, protegida por lei, para fazer com o que trabalhador tenha de ter três bicos para sustentar a família. A representação não-sindical por empresa terá poder de lei é são eles que vão negociar o direito do trabalhador. Esse é o sonho do empresariado". 

Sérgio Nobre também destacou o interesse dos grandes bancos privados na extinção da aposentadoria pública e no desmantelamento da Previdência Social. "O sistema financeiro quer um sistema de seguridade privada somente para quem pode pagar. Se aprovarema a reforma terá um impacto no modelo de país que a gente quer. Não será como numa campanha salarial, que no ano seguinte podemos fazer melhor. Por isso as centrais sindicais convocaram a nova greve (para 30 de março). Porque não tem um brasileiro que não tenha motivos para ir à luta".  

A luta contra o colégio eleitoral

Em função de Michel Temer ainda não ter conseguido entregar o que prometeu às elites, por causa da capacidade de resistência da classe trabalhadora e das sucessivas crises do governo ilegítimo, o dirigente cutista aponta que uma parcela da burguesia defende a convocação de eleições indiretas para que um colégio eleitoral escolha, sem a participação dos povo, um nome capaz de concluir a tramitação das reformas no Congresso Nacional.

Por isso, afirma o secretário-geral da CUT Nacional, as CUTs estaduais, confederações, federais, sindicatos e movimentos sociais devem atender ao comando das centrais sindicais de promover, no próximo dia 20, um grande "esquenta" para a Greve Geral de 30 de junho. "Nossa tarefa é manter a mobilização nos aeroportos, nas bases eleitorais dos parlamentares, promover diálogos nos bairros, nas praças, no metrô, nos locais de trabalho e pontos de concentração. É promover atividade culturais para derrotar as reformas e mostrar para os trabalhadores que elas mexem com a vida deles", conclamou.

Reforma trabalhista avança no Senado

"Cuida!", como diz a secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, é palavra de ordem num momento em que a reforma trabalhista avança a passos largos no Senado Federal. Em sua fala na plenária/congresso da CUT/CE, Graça destacou a urgência na luta contra a tramitação do projeto, já aprovado na Comissão de Assuntos Econômivos (CAE) e cuja votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa está prevista para 20 de junho, mesma data do "esquenta" para a greve geral do próximo dia 30.

"São mais de 200 dispositivos da CLT alterados pela reforma, que arrasa definitivamente com os direitos trabalhistas, retirando, inclusive, o direito de buscar direitos na Justiça do Trabalho. Se passar a reforma trabalhista, não precisa mais de reforma da Previdência, porque tá liquidada a fatura", alerta a dirigente da CUT Nacional.

A 13ª Plenária/I Congresso Extraordinário da CUT/CE encerrou no final da manhã deste sábado (10), no Sindicato dos Bancários do Estado. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) foi representada na atividade pela secretária nacional da Mulher Trabalhadora, Ozaneide de Paulo.

 

Título: Congresso da CUT reúne 260 delegados em Fortaleza e engrossa mobilização para a greve geral no Ceará, Conteúdo: Secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre foi um dos palestrantes da mesa de debates sobre conjuntura que abriu, nesta sexta-feira (09), em Fortaleza, a 13ª Plenária/I Congresso Extraordinário da CUT Ceará. Para uma platéia de 135 delegados, 125 delegadas e dezenas de convidados, o dirigente enfatizou que o objetivo do encontro era a construção de um Plano de Luta e Ação para vencer os ataques previstos nas reformas trabalhista e previdenciária que visam a destruição da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), do direito à aposentadoria e da Previdência Social.    Sérgio Nobre contextualiza a conjuntura do golpe que depôs a presidenta Dilma, e avança agora em direção aos direitos dos trabalhadores, dentro de um cenário de interesses internacionais envolvendo multinacionais, transnacionais e o sistema financeiro. Há um interesse internacional no golpe, um movimento articulado em relação ao golpe e às reformas, enfatiza.  Interesses internacionais Ele explica que são esses mesmos interesses que movem a reorganização da produção industrial num mundo de alta tecnologia, no qual tentam reservar ao Brasil um papel subalterno ao grande capital. As multinacionais decidiram que o nosso papel é ser um produtor de baixa tecnologia, com salários rebaixados. E eles querem as reformas para enfraquecer os trabalhadores e desorganizar o movimento sindical. O dirigente da CUT Nacional cita como exemplo o caso do México, que adotou modelos flexíveis de contratação de mão de obra e permitiu a negociação por empresa, produzindo salários miseráveis. No plano nacional, Nobre afirma que a Lei da Terceitrizações já está estimulando absurdos, como o fato de estados e municípios estarem substituindo concursos públicos para a contratação de professores por licitações. Aquelas que prevêm menos direitos vencem a licitação. É assim que eles (governadores e prefeitos) estão transformando a educação, critica.  O sonho dos empresários Ele assinala que intenções do setor privado também moveram o golpe. Querem destruir o emprego formal, com jornada integral, protegida por lei, para fazer com o que trabalhador tenha de ter três bicos para sustentar a família. A representação não-sindical por empresa terá poder de lei é são eles que vão negociar o direito do trabalhador. Esse é o sonho do empresariado.  Sérgio Nobre também destacou o interesse dos grandes bancos privados na extinção da aposentadoria pública e no desmantelamento da Previdência Social. O sistema financeiro quer um sistema de seguridade privada somente para quem pode pagar. Se aprovarema a reforma terá um impacto no modelo de país que a gente quer. Não será como numa campanha salarial, que no ano seguinte podemos fazer melhor. Por isso as centrais sindicais convocaram a nova greve (para 30 de março). Porque não tem um brasileiro que não tenha motivos para ir à luta.   A luta contra o colégio eleitoral Em função de Michel Temer ainda não ter conseguido entregar o que prometeu às elites, por causa da capacidade de resistência da classe trabalhadora e das sucessivas crises do governo ilegítimo, o dirigente cutista aponta que uma parcela da burguesia defende a convocação de eleições indiretas para que um colégio eleitoral escolha, sem a participação dos povo, um nome capaz de concluir a tramitação das reformas no Congresso Nacional. Por isso, afirma o secretário-geral da CUT Nacional, as CUTs estaduais, confederações, federais, sindicatos e movimentos sociais devem atender ao comando das centrais sindicais de promover, no próximo dia 20, um grande esquenta para a Greve Geral de 30 de junho. Nossa tarefa é manter a mobilização nos aeroportos, nas bases eleitorais dos parlamentares, promover diálogos nos bairros, nas praças, no metrô, nos locais de trabalho e pontos de concentração. É promover atividade culturais para derrotar as reformas e mostrar para os trabalhadores que elas mexem com a vida deles, conclamou. Reforma trabalhista avança no Senado Cuida!, como diz a secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, é palavra de ordem num momento em que a reforma trabalhista avança a passos largos no Senado Federal. Em sua fala na plenária/congresso da CUT/CE, Graça destacou a urgência na luta contra a tramitação do projeto, já aprovado na Comissão de Assuntos Econômivos (CAE) e cuja votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa está prevista para 20 de junho, mesma data do esquenta para a greve geral do próximo dia 30. São mais de 200 dispositivos da CLT alterados pela reforma, que arrasa definitivamente com os direitos trabalhistas, retirando, inclusive, o direito de buscar direitos na Justiça do Trabalho. Se passar a reforma trabalhista, não precisa mais de reforma da Previdência, porque tá liquidada a fatura, alerta a dirigente da CUT Nacional. A 13ª Plenária/I Congresso Extraordinário da CUT/CE encerrou no final da manhã deste sábado (10), no Sindicato dos Bancários do Estado. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) foi representada na atividade pela secretária nacional da Mulher Trabalhadora, Ozaneide de Paulo.  



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