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Crise entre setores do golpe é oportunidade para movimentos incidirem pelas Diretas Já!

Racha entre Lava Jato, Rede Globo e Congresso Nacional abre espaço para os movimentos sindical, social e popular incidirem no cenário político exigindo nas ruas a convocação de eleições diretas

Escrito por: Déborah Lima • Publicado em: 10/06/2017 - 08:58 • Última modificação: 10/06/2017 - 09:28 Escrito por: Déborah Lima Publicado em: 10/06/2017 - 08:58 Última modificação: 10/06/2017 - 09:28

CUT/CE Ricardo Gebrim é da Consulta Popular, entidade integrante da Frente Brasil Popular

Considerado o ponto alto do primeiro dia da 13ª Plenária/I Congresso Extraordinário da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT/CE), abertos nesta sexta-feira (09), em Fortaleza, a mesa de debates sobre "Conjuntura, estratégias e plano de lutas" contou com a participação de Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, entidade integrante da Frente Brasil Popular; Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT Nacional, além de representantes de todas as forças políticas que compõem a entidade no Estado.

Ricardo Gebrim traçou um paralelo entre os golpes da história recente do Brasil e identificou no discurso do "combate à corrupção" um elemento comum nos contextos que levaram ao suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas e à deposição dos ex-presidentes progressistas João Goulart (1964) e Dilma Rousseff (2014). "O discurso de Carlos Lacerda contra a 'corrupção' mobilizou a classe média contra Getúlio. O mesmo discurso foi retomado em 1964 contra Jango, apontado como 'o mais corrupto da historia' ", comparou.

Governos que precisam ser derrubados

A diferença, estabeleceu Ricardo Gebrim, é que em 1964 foram usadas as Forças Armadas e em 2016 não. "Para dar o golpe, se utilizaram de um outro componente do Estado, que possibilitam golpes de um novo tipo, como em Honduras, Paraguai, Georgia e Ucrânia. Utilizam setores da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário, que articulam o uso de informações seletivas para atingir governos que precisam ser derrubados".

Gebrim também apontou o apoio da grande mídia como estratégico para disseminar a narrativa do suposto combate à corrupção. "A Rede Globo foi a grande articuladora do 'partido político', cuja a base social é a classe média, que eu chamo de 'Partido da Lava Jato". 

Disputa pela cadeira presidencial 

Ele lembra que em 1964 o golpe foi uma aliança entre militares e lideranças civis, como Carlos Lacerda (governador do Estado da Guanabara). "Depois do golpe houve uma briga entre militares e civis, que acabaram cassados. Um momento parecido com o que vivemos: uma crise entre setores do 'Partido da Lava Jato' e a Globo contra parlamentares golpistas que disputam entre si quem sentará na cadeira presidencial. Os dois polos do golpe brigam pela representação política e ao iniciarem essa luta abrem uma fenda na crise que nos possibilita entrar", aponta. 

Ricardo Gebrim avalia o racha entre o PLJ, a Globo e o Congresso Nacional como uma oportunidade de os movimentos sindical, social e popular incidirem no cenário político com força total. "Por isso é fundamental a palavra de ordem das Diretas Já, que conta com mais de 90% de apoio popular".  

Momento decisivo para virar o jogo

Gebrim destaca que, com a proposta de reforma da Previdência, os trabalhadores entenderam os reais objetivos do golpe de 2016, cabendo ao movimento sindical transformar essa compreensão em potencial de luta política, como ocorreu na Greve Geral de 28 de abril, a maior já vista na história da classe trabalhadora brasileira. 

"O desafio é potencializar esse processo. A greve do dia 28 (de abril) mostrou o potencial de luta. Temos capacidade de barrar o projeto (neoliberal). Será uma conquista para o salto de consciência da classe trabalhadora e dos movimentos. O plano golpista é inabilitar o Lula para as eleições (de 2018), mas a mobilização popular pode incidir sobre isso. O golpe está vivendo um momento difícil, momento que pode ser decisivo para virar o jogo. E nesse momento quem é a vanguarda e tem a capacidade de contruir a unidade é a CUT", concluiu.

Os trabalhos da plenária/congresso da CUT/CE encerram ao meio dia deste sábado, após a eleição dos delegados e delegadas que representarão o Ceará na 15ª Plenária Nacional da CUT. 

Título: Crise entre setores do golpe é oportunidade para movimentos incidirem pelas Diretas Já!, Conteúdo: Considerado o ponto alto do primeiro dia da 13ª Plenária/I Congresso Extraordinário da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT/CE), abertos nesta sexta-feira (09), em Fortaleza, a mesa de debates sobre Conjuntura, estratégias e plano de lutas contou com a participação de Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, entidade integrante da Frente Brasil Popular; Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT Nacional, além de representantes de todas as forças políticas que compõem a entidade no Estado. Ricardo Gebrim traçou um paralelo entre os golpes da história recente do Brasil e identificou no discurso do combate à corrupção um elemento comum nos contextos que levaram ao suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas e à deposição dos ex-presidentes progressistas João Goulart (1964) e Dilma Rousseff (2014). O discurso de Carlos Lacerda contra a corrupção mobilizou a classe média contra Getúlio. O mesmo discurso foi retomado em 1964 contra Jango, apontado como o mais corrupto da historia , comparou. Governos que precisam ser derrubados A diferença, estabeleceu Ricardo Gebrim, é que em 1964 foram usadas as Forças Armadas e em 2016 não. Para dar o golpe, se utilizaram de um outro componente do Estado, que possibilitam golpes de um novo tipo, como em Honduras, Paraguai, Georgia e Ucrânia. Utilizam setores da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário, que articulam o uso de informações seletivas para atingir governos que precisam ser derrubados. Gebrim também apontou o apoio da grande mídia como estratégico para disseminar a narrativa do suposto combate à corrupção. A Rede Globo foi a grande articuladora do partido político, cuja a base social é a classe média, que eu chamo de Partido da Lava Jato.  Disputa pela cadeira presidencial  Ele lembra que em 1964 o golpe foi uma aliança entre militares e lideranças civis, como Carlos Lacerda (governador do Estado da Guanabara). Depois do golpe houve uma briga entre militares e civis, que acabaram cassados. Um momento parecido com o que vivemos: uma crise entre setores do Partido da Lava Jato e a Globo contra parlamentares golpistas que disputam entre si quem sentará na cadeira presidencial. Os dois polos do golpe brigam pela representação política e ao iniciarem essa luta abrem uma fenda na crise que nos possibilita entrar, aponta.  Ricardo Gebrim avalia o racha entre o PLJ, a Globo e o Congresso Nacional como uma oportunidade de os movimentos sindical, social e popular incidirem no cenário político com força total. Por isso é fundamental a palavra de ordem das Diretas Já, que conta com mais de 90% de apoio popular.   Momento decisivo para virar o jogo Gebrim destaca que, com a proposta de reforma da Previdência, os trabalhadores entenderam os reais objetivos do golpe de 2016, cabendo ao movimento sindical transformar essa compreensão em potencial de luta política, como ocorreu na Greve Geral de 28 de abril, a maior já vista na história da classe trabalhadora brasileira.  O desafio é potencializar esse processo. A greve do dia 28 (de abril) mostrou o potencial de luta. Temos capacidade de barrar o projeto (neoliberal). Será uma conquista para o salto de consciência da classe trabalhadora e dos movimentos. O plano golpista é inabilitar o Lula para as eleições (de 2018), mas a mobilização popular pode incidir sobre isso. O golpe está vivendo um momento difícil, momento que pode ser decisivo para virar o jogo. E nesse momento quem é a vanguarda e tem a capacidade de contruir a unidade é a CUT, concluiu. Os trabalhos da plenária/congresso da CUT/CE encerram ao meio dia deste sábado, após a eleição dos delegados e delegadas que representarão o Ceará na 15ª Plenária Nacional da CUT. 



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