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Curitiba tem 8,6 mil profissionais na saúde e falta de médicos

Capital do Paraná tem serviço público de qualidade, mas necessita de mais profissionais.

Escrito por: Manoel Ramires • Publicado em: 18/02/2019 - 15:41 • Última modificação: 18/02/2019 - 15:56 Escrito por: Manoel Ramires Publicado em: 18/02/2019 - 15:41 Última modificação: 18/02/2019 - 15:56

Lucilia Guimarães/CMC Unidade de Saúde Jardim Aliança, no Santa Cândida

Há anos, Curitiba é uma das cidades mais reconhecidas pelo seu modelo de saúde pública. A Saúde Bucal é bicampeã em um prêmio do CFO (Conselho Federal de Odontologia). O aplicativo “Saúde Já” também ganhou seu prêmio. A cidade ainda ganhou prêmio com o “InovaSUS”. Confira nesse “Fio da Meada” os responsáveis por esses louros.

Curitiba tem 8620 profissionais na Secretaria de Saúde, sendo 6601 do quadro próprio e 2019 via FEAES (Fundação Estadual de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba). Sua maioria da enfermagem. São 769 enfermeiros e impressionantes 2325 Técnicos de Enfermagem em Saúde. Médicos são 876. Dentistas, 550. Auxiliares de Saúde Bucal, 508.

Quem também carrega essa secretaria nas costas são os 273 Agentes Administrativos e os 426 Agentes Comunitário de Saúde. Não menos importante é a 1 Telefonista, 1 Atendente de Saúde, 1 Atendente de Secretaria, 1 Assistente Desenvolvimento, 1 Auxiliar Desenvolvimento Social etc.

Porém, o quadro de servidores poderia ser maior. 132 se desligaram no ano passado, 34 deles eram Técnicos de Enfermagem em Saúde Pública. Já 13 médicos se aposentaram e outros 17 pediram exoneração. Aliás, 65% das baixas são de aposentadorias de estatutários. Agora, a Prefeitura Municipal de Curitiba estuda a reposição de acordo com a “disponibilidade financeira”

Efeito Bolsonaro

Curitiba também recebeu o “efeito Bolsonaro”. Saíram dos Mais Médicos 4 cubanos. Todos foram repostos pelo Ministério da Saúde posteriormente. O programa encerrou o ano de 2018 com 37 médicos. Dois a menos que no começo do ano passado.

Mesmo sendo capital e tendo uma das melhores saúdes do país, a situação é alarmante. O concurso para médicos na gestão Fruet em 2015 já foi prorrogado para 2017 e depois para julho de 2019. Parece que os médicos não querem trabalhar no serviço público.

A PMC já convocou 102 profissionais para assumirem cargos em Unidades de Saúde. Apenas 11, repito, 11 foram empossados. 1 ainda acabou pedindo exoneração. A Secretaria de Saúde já fez cinco convocações para os médicos.

Mas não são apenas médicos que faltam no município. A PMC se comprometeu a realizar concurso para diversas categorias profissionais da SMS para reposição do déficit. Mas a demanda não aconteceu. A justificativa é de que há concurso ainda em validade.

Mesmo assim, com o quadro atual, Curitiba conseguiu reduzir substancialmente o quadro de mortalidade infantil nos últimos 20 anos. Caiu de 16,6 para cada mil nascimentos em 1998 para 8,1 em 2018. As quedas também foram grandes em óbitos neonatal e pós neonatal.

Agora, Curitiba tem o desafio de enfrentar a espera por atendimento nas UPAs. A média chegou ao pico de 109 minutos em junho desse 2018. A UPA mais procurada pelos curitibanos foi a do Sítio Cercado com 55.309 atendimentos no ano passado.

Título: Curitiba tem 8,6 mil profissionais na saúde e falta de médicos, Conteúdo: Há anos, Curitiba é uma das cidades mais reconhecidas pelo seu modelo de saúde pública. A Saúde Bucal é bicampeã em um prêmio do CFO (Conselho Federal de Odontologia). O aplicativo “Saúde Já” também ganhou seu prêmio. A cidade ainda ganhou prêmio com o “InovaSUS”. Confira nesse “Fio da Meada” os responsáveis por esses louros. Curitiba tem 8620 profissionais na Secretaria de Saúde, sendo 6601 do quadro próprio e 2019 via FEAES (Fundação Estadual de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba). Sua maioria da enfermagem. São 769 enfermeiros e impressionantes 2325 Técnicos de Enfermagem em Saúde. Médicos são 876. Dentistas, 550. Auxiliares de Saúde Bucal, 508. Quem também carrega essa secretaria nas costas são os 273 Agentes Administrativos e os 426 Agentes Comunitário de Saúde. Não menos importante é a 1 Telefonista, 1 Atendente de Saúde, 1 Atendente de Secretaria, 1 Assistente Desenvolvimento, 1 Auxiliar Desenvolvimento Social etc. Porém, o quadro de servidores poderia ser maior. 132 se desligaram no ano passado, 34 deles eram Técnicos de Enfermagem em Saúde Pública. Já 13 médicos se aposentaram e outros 17 pediram exoneração. Aliás, 65% das baixas são de aposentadorias de estatutários. Agora, a Prefeitura Municipal de Curitiba estuda a reposição de acordo com a “disponibilidade financeira” Efeito Bolsonaro Curitiba também recebeu o “efeito Bolsonaro”. Saíram dos Mais Médicos 4 cubanos. Todos foram repostos pelo Ministério da Saúde posteriormente. O programa encerrou o ano de 2018 com 37 médicos. Dois a menos que no começo do ano passado. Mesmo sendo capital e tendo uma das melhores saúdes do país, a situação é alarmante. O concurso para médicos na gestão Fruet em 2015 já foi prorrogado para 2017 e depois para julho de 2019. Parece que os médicos não querem trabalhar no serviço público. A PMC já convocou 102 profissionais para assumirem cargos em Unidades de Saúde. Apenas 11, repito, 11 foram empossados. 1 ainda acabou pedindo exoneração. A Secretaria de Saúde já fez cinco convocações para os médicos. Mas não são apenas médicos que faltam no município. A PMC se comprometeu a realizar concurso para diversas categorias profissionais da SMS para reposição do déficit. Mas a demanda não aconteceu. A justificativa é de que há concurso ainda em validade. Mesmo assim, com o quadro atual, Curitiba conseguiu reduzir substancialmente o quadro de mortalidade infantil nos últimos 20 anos. Caiu de 16,6 para cada mil nascimentos em 1998 para 8,1 em 2018. As quedas também foram grandes em óbitos neonatal e pós neonatal. Agora, Curitiba tem o desafio de enfrentar a espera por atendimento nas UPAs. A média chegou ao pico de 109 minutos em junho desse 2018. A UPA mais procurada pelos curitibanos foi a do Sítio Cercado com 55.309 atendimentos no ano passado.



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