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Fiocruz: 96% dos agentes comunitários de saúde têm sofrimento relacionado à pandemia

Estudo aponta que 45,1% dos agentes vivenciaram a morte por Covid de pacientes.

Escrito por: Julia Neves - Brasil de Fato • Publicado em: 20/08/2020 - 12:31 • Última modificação: 20/08/2020 - 12:43 Escrito por: Julia Neves - Brasil de Fato Publicado em: 20/08/2020 - 12:31 Última modificação: 20/08/2020 - 12:43

DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE .

Mais de 96% dos agentes comunitários de saúde apresentam sofrimento relacionado à pandemia do novo coronavírus. Os números são resultado de monitoramento realizado pela Fiocruz com cerca de dois mil agentes comunitários de saúde (ACSs) em seis cidades do Brasil sobre as condições de saúde, formação e trabalho, durante os meses de abril e maio deste ano, no início da pandemia.

“96,1% relataram sofrimento relacionado ao contexto da pandemia no período. Os sinais mais frequentes indicados foram a insônia, 50,4%, seguida pela tristeza, 49,3% e pela angústia, 45,4%”, explica Mariana Nogueira, professora-pesquisadora da Fiocruz e uma das coordenadoras da pesquisa.

O estudo aponta que 45,1% dos agentes vivenciaram a morte de pacientes que acompanhavam ou outras pessoas com as quais mantinham vínculos pessoais por covid-19. Além disso, 47,1% dos agentes comunitários apresentaram alguma comorbidade relacionada à covid-19, como problemas cardíacos e obesidade.

“Esse conjunto de aspectos apresenta que os agentes comunitários de saúde somam-se a um contingente de trabalhadoras que estão à frente do combate à pandemia, que estão expostos a maiores riscos para a sua saúde no que se refere às implicações econômicas e sociais negativas aprofundadas pela pandemia”, afirma Nogueira.

Ainda, dos agentes que receberam máscaras cirúrgicas para o trabalho, 39,3% afirmaram não receber o equipamento em quantidade suficiente, e 45,3% disseram que a qualidade é insatisfatória.

Segundo Nogueira, “a pesquisa tem como objetivo principal analisar os impactos da covid-19 na saúde das trabalhadoras e trabalhadores ACSs, bem como as condições de trabalho e de formação profissional, ofertadas a estes no momento da pandemia em capitais do país que apresentam elevados números de casos”.

O estudo foi realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e em outras três cidades das regiões metropolitanas das respectivas capitais: Guarulhos, São Gonçalo e Maracanaú.

Os resultados foram divulgados pela Fiocruz no primeiro boletim da pesquisa “Monitoramento da Saúde dos ACSs em tempos de Covid-19” por meio do Programa de Políticas Públicas, Modelos de Atenção e Gestão de Sistema e Serviços de Saúde.

Para o acompanhamento das condições dos ACSs, os profissionais devem responder às perguntas de um formulário por mais três vezes, com um intervalo de dois meses entre cada preenchimento. As perguntas estão divididas em seis partes: perfil dos participantes, acesso à equipamento de proteção individual (EPI), processo de trabalho, formação para a atuação na pandemia, condições de saúde e vivências de perdas e sofrimento emocional.

Nessa primeira fase, foram 1978 trabalhadores responderam: 734 em São Paulo, 116 Guarulhos, 588 no Rio de Janeiro, 156 em São Gonçalo, 291 em Fortaleza e 96 em Maracanaú. Ainda segundo Nogueira, a maioria dos participantes é composta por mulheres: 92,4%. A faixa etária predominante está entre 30 e 39 anos, 38,7%. E, entre os respondentes, 52,6% declararam-se pardos e 18,8% pretos.

Título: Fiocruz: 96% dos agentes comunitários de saúde têm sofrimento relacionado à pandemia, Conteúdo: Mais de 96% dos agentes comunitários de saúde apresentam sofrimento relacionado à pandemia do novo coronavírus. Os números são resultado de monitoramento realizado pela Fiocruz com cerca de dois mil agentes comunitários de saúde (ACSs) em seis cidades do Brasil sobre as condições de saúde, formação e trabalho, durante os meses de abril e maio deste ano, no início da pandemia. “96,1% relataram sofrimento relacionado ao contexto da pandemia no período. Os sinais mais frequentes indicados foram a insônia, 50,4%, seguida pela tristeza, 49,3% e pela angústia, 45,4%”, explica Mariana Nogueira, professora-pesquisadora da Fiocruz e uma das coordenadoras da pesquisa. O estudo aponta que 45,1% dos agentes vivenciaram a morte de pacientes que acompanhavam ou outras pessoas com as quais mantinham vínculos pessoais por covid-19. Além disso, 47,1% dos agentes comunitários apresentaram alguma comorbidade relacionada à covid-19, como problemas cardíacos e obesidade. “Esse conjunto de aspectos apresenta que os agentes comunitários de saúde somam-se a um contingente de trabalhadoras que estão à frente do combate à pandemia, que estão expostos a maiores riscos para a sua saúde no que se refere às implicações econômicas e sociais negativas aprofundadas pela pandemia”, afirma Nogueira. Ainda, dos agentes que receberam máscaras cirúrgicas para o trabalho, 39,3% afirmaram não receber o equipamento em quantidade suficiente, e 45,3% disseram que a qualidade é insatisfatória. Segundo Nogueira, “a pesquisa tem como objetivo principal analisar os impactos da covid-19 na saúde das trabalhadoras e trabalhadores ACSs, bem como as condições de trabalho e de formação profissional, ofertadas a estes no momento da pandemia em capitais do país que apresentam elevados números de casos”. O estudo foi realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e em outras três cidades das regiões metropolitanas das respectivas capitais: Guarulhos, São Gonçalo e Maracanaú. Os resultados foram divulgados pela Fiocruz no primeiro boletim da pesquisa “Monitoramento da Saúde dos ACSs em tempos de Covid-19” por meio do Programa de Políticas Públicas, Modelos de Atenção e Gestão de Sistema e Serviços de Saúde. Para o acompanhamento das condições dos ACSs, os profissionais devem responder às perguntas de um formulário por mais três vezes, com um intervalo de dois meses entre cada preenchimento. As perguntas estão divididas em seis partes: perfil dos participantes, acesso à equipamento de proteção individual (EPI), processo de trabalho, formação para a atuação na pandemia, condições de saúde e vivências de perdas e sofrimento emocional. Nessa primeira fase, foram 1978 trabalhadores responderam: 734 em São Paulo, 116 Guarulhos, 588 no Rio de Janeiro, 156 em São Gonçalo, 291 em Fortaleza e 96 em Maracanaú. Ainda segundo Nogueira, a maioria dos participantes é composta por mulheres: 92,4%. A faixa etária predominante está entre 30 e 39 anos, 38,7%. E, entre os respondentes, 52,6% declararam-se pardos e 18,8% pretos.



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