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Governo Covas aprova privatização da rede municipal de ensino de São Paulo

A matéria, que já havia sido votada em primeiro turno no último dia 29, nesta segunda votação recebeu 32 votos favoráveis e 17 votos contrários

Escrito por: Confetam • Publicado em: 06/08/2020 - 12:40 • Última modificação: 06/08/2020 - 13:05 Escrito por: Confetam Publicado em: 06/08/2020 - 12:40 Última modificação: 06/08/2020 - 13:05

Sindsep/SP

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 5, o Projeto de Lei (PL) 452/2020, de autoria do Prefeito Bruno Covas, que autoriza a privatização das vagas e o sucateamento da rede municipal de ensino. A matéria, que já havia sido votada em primeiro turno no último dia 29, nesta segunda votação recebeu 32 votos favoráveis e 17 votos contrários.

O assunto é polêmico, pois foi propagandeado pela gestão como um projeto sobre volta às aulas, tema que tem gerado muita discussão em toda a cidade. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo (Sindsep-SP) é contra à medida. A entidade chegou a realizar uma série de protestos em frente à Câmara. "Muito triste o quanto o neoliberalismo vai tomando conta e desmontando serviços públicos essenciais à população", classificou Luba Melo, dirigente do Sindsep SP.

Já para Maciel Nascimento, Secretario dos trabalhadores de Educação do sindicato, "a educação brasileira passa por momentos difíceis e em São Paulo não é diferente. A privatização das áreas fins da Educação é o último passo para a mercantilização desta área do serviço público", destaca.

Mais informações

O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo, apresentado pela Liderança do Governo quando a sessão desta quarta-feira já havia começado, e que possui diversas alterações em relação ao texto discutido e votado na semana anterior. Contudo, o objetivo central do texto permance sendo a permissão para que o Poder Público compre vagas de educação infantil na rede privada e, ainda, transfira para os pais ou responsáveis a obrigação de adquirir uniformes e material escolar, por meio de voucher.

Já na ementa pode ser observada a mudança: antes apresentada como “Estabelece medidas para o retorno às aulas presenciais no Município de São Paulo”, a nova redação agora é “Estabelece medidas para a organização das unidades educacionais no Município de São Paulo; prorroga os mandatos do Conselho Municipal de Assistência Social e do Conselho de Habitação”.

A matéria, que na primeira versão pouco tratava da volta às aulas, estabelece o retorno dos estudantes matriculados nas redes pública e privada do Município de São Paulo às atividades presenciais mediante determinação do Poder Executivo, ouvida a Secretaria Municipal da Saúde. Assim, apesar da ressalva para que, enquanto durar o período de emergência, as aulas presenciais sejam facultativas, a critério dos pais ou responsáveis, o texto atribui ao Poder Executivo, por meio de regulamentação própria (por exemplo Decreto), determinar a forma de retorno às aulas presenciais, bem como o procedimento de opção pelo não retorno presencial.

O substitutivo da Liderança do Governo também incluiu dois assuntos alheios ao projeto original: a prorrogação do mandato dos atuais membros do Conselho Municipal de Assistência Social (COMAS), excepcionalmente até 18 de dezembro de 2020; também especifica que o processo eleitoral do Conselho Municipal de Habitação (CMH) seja suspenso até maio de 2021, com os mandatos dos Conselheiros atuais sejam prorrogados até a nova eleição.

Veja como cada vereador e vereadora votou no PL 432/20

Emendas

O texto foi aprovado com duas emendas, que tratam de concursos públicos. A primeira prorroga por um ano e seis meses os prazos de todos os concursos públicos realizados pelo município cujo vencimento seja entre 1 de março e 31 de dezembro de 2020. A outra emenda permite que, durante a situação de emergência, a aferição da autodeclaração dos convocados em concursos seja no momento da escolha das vagas.

Assim, a matéria segue agora para a Comissão de Justiça, para redação final, e só então vai à sanção do Executivo.

 

 

 
Título: Governo Covas aprova privatização da rede municipal de ensino de São Paulo, Conteúdo: A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 5, o Projeto de Lei (PL) 452/2020, de autoria do Prefeito Bruno Covas, que autoriza a privatização das vagas e o sucateamento da rede municipal de ensino. A matéria, que já havia sido votada em primeiro turno no último dia 29, nesta segunda votação recebeu 32 votos favoráveis e 17 votos contrários. O assunto é polêmico, pois foi propagandeado pela gestão como um projeto sobre volta às aulas, tema que tem gerado muita discussão em toda a cidade. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo (Sindsep-SP) é contra à medida. A entidade chegou a realizar uma série de protestos em frente à Câmara. Muito triste o quanto o neoliberalismo vai tomando conta e desmontando serviços públicos essenciais à população, classificou Luba Melo, dirigente do Sindsep SP. Já para Maciel Nascimento, Secretario dos trabalhadores de Educação do sindicato, a educação brasileira passa por momentos difíceis e em São Paulo não é diferente. A privatização das áreas fins da Educação é o último passo para a mercantilização desta área do serviço público, destaca. Mais informações O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo, apresentado pela Liderança do Governo quando a sessão desta quarta-feira já havia começado, e que possui diversas alterações em relação ao texto discutido e votado na semana anterior. Contudo, o objetivo central do texto permance sendo a permissão para que o Poder Público compre vagas de educação infantil na rede privada e, ainda, transfira para os pais ou responsáveis a obrigação de adquirir uniformes e material escolar, por meio de voucher. Já na ementa pode ser observada a mudança: antes apresentada como “Estabelece medidas para o retorno às aulas presenciais no Município de São Paulo”, a nova redação agora é “Estabelece medidas para a organização das unidades educacionais no Município de São Paulo; prorroga os mandatos do Conselho Municipal de Assistência Social e do Conselho de Habitação”. A matéria, que na primeira versão pouco tratava da volta às aulas, estabelece o retorno dos estudantes matriculados nas redes pública e privada do Município de São Paulo às atividades presenciais mediante determinação do Poder Executivo, ouvida a Secretaria Municipal da Saúde. Assim, apesar da ressalva para que, enquanto durar o período de emergência, as aulas presenciais sejam facultativas, a critério dos pais ou responsáveis, o texto atribui ao Poder Executivo, por meio de regulamentação própria (por exemplo Decreto), determinar a forma de retorno às aulas presenciais, bem como o procedimento de opção pelo não retorno presencial. O substitutivo da Liderança do Governo também incluiu dois assuntos alheios ao projeto original: a prorrogação do mandato dos atuais membros do Conselho Municipal de Assistência Social (COMAS), excepcionalmente até 18 de dezembro de 2020; também especifica que o processo eleitoral do Conselho Municipal de Habitação (CMH) seja suspenso até maio de 2021, com os mandatos dos Conselheiros atuais sejam prorrogados até a nova eleição. Veja como cada vereador e vereadora votou no PL 432/20 Emendas O texto foi aprovado com duas emendas, que tratam de concursos públicos. A primeira prorroga por um ano e seis meses os prazos de todos os concursos públicos realizados pelo município cujo vencimento seja entre 1 de março e 31 de dezembro de 2020. A outra emenda permite que, durante a situação de emergência, a aferição da autodeclaração dos convocados em concursos seja no momento da escolha das vagas. Assim, a matéria segue agora para a Comissão de Justiça, para redação final, e só então vai à sanção do Executivo.      



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