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Juiz eleitoral proíbe realização de ato contra Bolsonaro em Icó

Caso descumpra a decisão, organizadora poderá ser enquadrada em crime de desobediência.

Escrito por: Fetamce • Publicado em: 27/09/2018 - 15:58 • Última modificação: 27/09/2018 - 16:14 Escrito por: Fetamce Publicado em: 27/09/2018 - 15:58 Última modificação: 27/09/2018 - 16:14

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O Juiz eleitoral da 15ª Zona do Ceará, Francisco Ireilton Bezerra Freire, expediu ofício nesta quinta-feira, 27 de setembro, determinando a proibição de realização do evento “Eles Não, mulheres unidas contra o coiso”, que aconteceria no sábado, 29 de setembro, na cidade de Icó (CE), com concentração na Coluna da Hora, às 17h. A atividade faz parte de movimento nacional contra o presidenciável fascista Jair Bolsonaro (PSL), que reunirá mulheres em todo país e algumas partes do mundo no sábado. Só no Ceará, mais de 30 cidades terão mobilizações.

No documento, o magistrado justifica a decisão. Ele afirma que os organizadores da “Carreata em apoio ao candidato Jair Bolsonaro” teriam comunicado antes que iriam realizar o evento a favor do candidato no mesmo horário e na mesma data. O juiz se dirige a Isabel Evangelista, organizadora do movimento contra o presidenciável, informando que, caso descumpra a decisão, será enquadrada em crime de desobediência.

Por sua vez, Isabel argumenta que a divulgação do ato integrante da campanha “Ele Não” já era fato notório na cidade. “Quando saiu a notícia do evento a nível nacional, a gente logo se organizou, eu e um grupo de amigas, pra realizar o movimento aqui. Recebemos ajuda de órgãos maiores, como sindicatos, para fazer uma atividade onde mostraríamos a nossa força. Logo após divulgarmos o nosso, veio a informação de que eles iriam fazer a carreata pró-Bolsonaro, mesmo assim resistimos e pedimos apoio do poder público para a garantia da nossa segurança, mas hoje eu recebi esse documento do juiz impedindo o evento”, narra a organizadora.

Foto do ofício enviado pelo Juiz.

A representante do coletivo de mulheres disse que foi chamada pelo juiz eleitoral para conversar e deve se dirigir ao órgão nesta tarde. Isabel informa ainda que tentou diálogo com o grupo que faria a ação a favor do candidato, mas sem sucesso. “Estão querendo empatar o movimento que nós estamos organizando. Deveria haver um pouco de compreensão da justiça e dos policiais, dos que estão envolvidos”, enfatiza.

Nós também ouvimos outra pessoa que está apoiando a mobilização das mulheres de Icó, mas que preferiu não se identificar, com receio de sofrer reações violentas. Nossa fonte disse acreditar que o ofício da carreata, com data anterior à proposta da passeata feminista, foi forjado. “O evento nacional a favor do Bolsonaro foi no dia 22 de setembro. A preparação do evento em prol do candidato do PSL só aconteceu após a gente começar a divulgar o ato das mulheres contra o ‘coiso’. A polícia militar aqui é quase toda pró-Bolsonaro. Acreditamos que o ofício foi forjado, com data retroativa ao ofício que entregamos”, diz. Ele denuncia suposta coação promovidas por policiais contra a população mais carente: “Tem policiais que estão nas ruas persuadindo populares a votarem no candidato militar, ameaçando mesmo”, finaliza.

A articulação da atividade contra Bolsonaro pretende realizar uma reunião na noite de hoje, 27, para decidir se mantém o ato.

Título: Juiz eleitoral proíbe realização de ato contra Bolsonaro em Icó, Conteúdo: O Juiz eleitoral da 15ª Zona do Ceará, Francisco Ireilton Bezerra Freire, expediu ofício nesta quinta-feira, 27 de setembro, determinando a proibição de realização do evento “Eles Não, mulheres unidas contra o coiso”, que aconteceria no sábado, 29 de setembro, na cidade de Icó (CE), com concentração na Coluna da Hora, às 17h. A atividade faz parte de movimento nacional contra o presidenciável fascista Jair Bolsonaro (PSL), que reunirá mulheres em todo país e algumas partes do mundo no sábado. Só no Ceará, mais de 30 cidades terão mobilizações. No documento, o magistrado justifica a decisão. Ele afirma que os organizadores da “Carreata em apoio ao candidato Jair Bolsonaro” teriam comunicado antes que iriam realizar o evento a favor do candidato no mesmo horário e na mesma data. O juiz se dirige a Isabel Evangelista, organizadora do movimento contra o presidenciável, informando que, caso descumpra a decisão, será enquadrada em crime de desobediência. Por sua vez, Isabel argumenta que a divulgação do ato integrante da campanha “Ele Não” já era fato notório na cidade. “Quando saiu a notícia do evento a nível nacional, a gente logo se organizou, eu e um grupo de amigas, pra realizar o movimento aqui. Recebemos ajuda de órgãos maiores, como sindicatos, para fazer uma atividade onde mostraríamos a nossa força. Logo após divulgarmos o nosso, veio a informação de que eles iriam fazer a carreata pró-Bolsonaro, mesmo assim resistimos e pedimos apoio do poder público para a garantia da nossa segurança, mas hoje eu recebi esse documento do juiz impedindo o evento”, narra a organizadora. Foto do ofício enviado pelo Juiz. A representante do coletivo de mulheres disse que foi chamada pelo juiz eleitoral para conversar e deve se dirigir ao órgão nesta tarde. Isabel informa ainda que tentou diálogo com o grupo que faria a ação a favor do candidato, mas sem sucesso. “Estão querendo empatar o movimento que nós estamos organizando. Deveria haver um pouco de compreensão da justiça e dos policiais, dos que estão envolvidos”, enfatiza. Nós também ouvimos outra pessoa que está apoiando a mobilização das mulheres de Icó, mas que preferiu não se identificar, com receio de sofrer reações violentas. Nossa fonte disse acreditar que o ofício da carreata, com data anterior à proposta da passeata feminista, foi forjado. “O evento nacional a favor do Bolsonaro foi no dia 22 de setembro. A preparação do evento em prol do candidato do PSL só aconteceu após a gente começar a divulgar o ato das mulheres contra o ‘coiso’. A polícia militar aqui é quase toda pró-Bolsonaro. Acreditamos que o ofício foi forjado, com data retroativa ao ofício que entregamos”, diz. Ele denuncia suposta coação promovidas por policiais contra a população mais carente: “Tem policiais que estão nas ruas persuadindo populares a votarem no candidato militar, ameaçando mesmo”, finaliza. A articulação da atividade contra Bolsonaro pretende realizar uma reunião na noite de hoje, 27, para decidir se mantém o ato.



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