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“Kit gay” volta a circular no submundo do Whatsapp

Criança é exposta em vídeo para sugerir que livro foi utilizado na rede de ensino.

Escrito por: Manoel Ramires • Publicado em: 25/10/2018 - 16:02 • Última modificação: 25/10/2018 - 16:16 Escrito por: Manoel Ramires Publicado em: 25/10/2018 - 16:02 Última modificação: 25/10/2018 - 16:16

Antonio Augusto / Câmara dos Deputados Jair Bolsonaro mente em audiência pública sobre o Sistema Nacional de Educação

Na reta final da campanha do segundo turno, um vídeo sobre o “kit gay” voltou a circular nos grupos de Whatsapp, mesmo após a proibição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reconhecendo que o livro “Aparelho Sexual e cia” jamais foi utilizado na rede pública de ensino.

No vídeo, é exposta a imagem de uma menina que está com uniforme escolar. A mulher que narra o vídeo afirma que “pra quem achou que era mentira, o filho de um senhor recebeu no colégio a cartilha”. Em seguida, o livro é folheado pelos adultos que manuseiam o livro. No entanto, na descrição, o nome do colégio não é mencionado em nenhum momento.

O livro é o mesmo que o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) apresentou no Jornal Nacional e que o TSE proibiu a menção sobre ele, uma vez que a obra jamais foi utilizada na rede municipal de ensino. A decisão foi tomada pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Horbach, que determinou a suspensão de links de sites e redes sociais com a expressão “kit gay” em 16 de outubro de 2018.

“Nesse quadro, entendem comprovada a difusão de fato sabidamente inverídico, pelo candidato representado e por seus apoiadores, em diversas postagens efetuadas em redes sociais, requerendo liminarmente a remoção de conteúdo. Assim, a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC… gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político”, argumentou o ministro do TSE.

À época, o candidato Fernando Haddad (PT) já havia criticado a estratégia de disseminação de fake news. “Vocês sabem que meu adversário me acusa, por exemplo, nas redes sociais de distribuir material impróprio pra crianças de 6 anos. Em primeiro lugar, isso nunca aconteceu. E, em segundo lugar, é um desrespeito às professoras do Brasil. Imagina se uma professora vai receber um material impróprio pra criança de 6 anos sobre sexualidade e ela vai usar esse material sem questionar”, esclareceu.

Novo vídeo circulando no Whatapp sugere livro, mas não informa em que escola foi utilizado. Foto: Reprodução

Não é apenas no Whatsapp que Bolsonaro e seus apoiadores estão novamente utilizando o chamado “kit gay”. Na noite de quarta-feira (24), em uma inserção de 30 segundos na TV, o capitão da reserva associa a Haddad a veiculação de um filme com “beijo lésbico” para “criancinhas de 6 anos em escola”. O material faria parte do inexistente “kit gay”.

Bolsonaro já havia tentado censurar a imprensa sobre notícias informando que ele não poderia mencionar o livro. De acordo com a campanha de Haddad, “o juiz Luis Felipe Salomão negou o pedido de sua campanha de calar o jornalismo brasileiro ao pedir a impugnação de sites como o Último Segundo, o Congresso em Focoe a Folha de S.Paulo. Na versão dos censores de Bolsonaro, ao simplesmente noticiar a verdade sobre uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral, esses veículos estariam proliferando desrespeitosa notícia falsa acerca do tema”.

Título: “Kit gay” volta a circular no submundo do Whatsapp, Conteúdo: Na reta final da campanha do segundo turno, um vídeo sobre o “kit gay” voltou a circular nos grupos de Whatsapp, mesmo após a proibição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reconhecendo que o livro “Aparelho Sexual e cia” jamais foi utilizado na rede pública de ensino. No vídeo, é exposta a imagem de uma menina que está com uniforme escolar. A mulher que narra o vídeo afirma que “pra quem achou que era mentira, o filho de um senhor recebeu no colégio a cartilha”. Em seguida, o livro é folheado pelos adultos que manuseiam o livro. No entanto, na descrição, o nome do colégio não é mencionado em nenhum momento. O livro é o mesmo que o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) apresentou no Jornal Nacional e que o TSE proibiu a menção sobre ele, uma vez que a obra jamais foi utilizada na rede municipal de ensino. A decisão foi tomada pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Horbach, que determinou a suspensão de links de sites e redes sociais com a expressão “kit gay” em 16 de outubro de 2018. “Nesse quadro, entendem comprovada a difusão de fato sabidamente inverídico, pelo candidato representado e por seus apoiadores, em diversas postagens efetuadas em redes sociais, requerendo liminarmente a remoção de conteúdo. Assim, a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC… gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político”, argumentou o ministro do TSE. À época, o candidato Fernando Haddad (PT) já havia criticado a estratégia de disseminação de fake news. “Vocês sabem que meu adversário me acusa, por exemplo, nas redes sociais de distribuir material impróprio pra crianças de 6 anos. Em primeiro lugar, isso nunca aconteceu. E, em segundo lugar, é um desrespeito às professoras do Brasil. Imagina se uma professora vai receber um material impróprio pra criança de 6 anos sobre sexualidade e ela vai usar esse material sem questionar”, esclareceu. Novo vídeo circulando no Whatapp sugere livro, mas não informa em que escola foi utilizado. Foto: Reprodução Não é apenas no Whatsapp que Bolsonaro e seus apoiadores estão novamente utilizando o chamado “kit gay”. Na noite de quarta-feira (24), em uma inserção de 30 segundos na TV, o capitão da reserva associa a Haddad a veiculação de um filme com “beijo lésbico” para “criancinhas de 6 anos em escola”. O material faria parte do inexistente “kit gay”. Bolsonaro já havia tentado censurar a imprensa sobre notícias informando que ele não poderia mencionar o livro. De acordo com a campanha de Haddad, “o juiz Luis Felipe Salomão negou o pedido de sua campanha de calar o jornalismo brasileiro ao pedir a impugnação de sites como o Último Segundo, o Congresso em Focoe a Folha de S.Paulo. Na versão dos censores de Bolsonaro, ao simplesmente noticiar a verdade sobre uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral, esses veículos estariam proliferando desrespeitosa notícia falsa acerca do tema”.



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