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Municipais de Curitiba entram na greve geral do dia 28

Em assembleia, servidores decidiram realizar ato conjunto em maio contra pacotaço de Greca

Escrito por: Manoel Ramires • Publicado em: 25/04/2017 - 13:25 • Última modificação: 25/04/2017 - 14:02 Escrito por: Manoel Ramires Publicado em: 25/04/2017 - 13:25 Última modificação: 25/04/2017 - 14:02

Léo Silva Decisão foi tomada em assembleia no dia 24 de abril

“Os servidores municipais de Curitiba, em sua totalidade, deliberaram por aderir à greve nacional. Ela é convocada pelas centrais sindicais no dia 28 contra a terceirização, reforma da previdência e reforma trabalhista”, afirma Irene Rodrigues, secretária de Saúde do Trabalhador da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT).

Essa foi a decisão final dos trabalhadores que se reuniram, na noite do dia 24, em assembleia conjunta de cinco sindicatos. A decisão entende que é necessário pressionar o governo federal contra medidas que retiram direitos da classe trabalhadora.

Outra decisão importante é aumentar a pressão pela retirada do Pacote de Maldades do prefeito Rafael Greca (PMN), que tramita na Câmara Municipal de Curitiba. Para isso será realizado um grande ato no dia 8 de maio, além de indicativo de greve para o dia 15 do mesmo mês.

“Nós estaremos no dia 8 com um ato conjunto dos sindicatos. Nosso indicativo de greve é o dia 15. Até lá, nós vamos fortalecer os ambientes de trabalho, vamos debater com nossa categoria nos coletivos para que essa greve aconteça de uma forma unificada e forte”, complementa Irene Rodrigues.

A data do dia 15 para início da greve geral leva em consideração o calendário da Câmara Municipal de Curitiba. Nesse sentido, ficou definido que caso os vereadores antecipem a votação, a greve pode ser antecipada.

O pacotaço de Rafael Greca prevê a mudança da data-base de 31 de março para 31 de outubro, congela plano de carreiras, cria uma lei de responsabilidade fiscal que esmaga salários e inibe reajustes salarias acima de 70% do que foi arrecado na receita corrente líquida. O prefeito ainda pretende cortar vale alimentação mensal de servidores que faltaram um dia sem justificativa.

Contra a população, o prefeito quer cobrar IPTU de famílias pobres que eram isentas, além de aumentar a taxa, e cobrar taxa de lixo desses. Greca ainda aumenta o imposto para transferências imobiliárias até R$ 300 mil, atingindo em cheio a classe ligada ao Minha Casa, Minha Vida. Nesse projeto, o prefeito não aumenta impostos para os mais ricos.

Para a vereadora professora Josete, que esteve na assembleia, é possível impedir que o pacotaço seja aprovado na CMC. “Já estamos em dez vereadores [na oposição] e podemos conquistar mais dez. Tendo vinte, podemos derrubar esse pacote. Então, vamos à luta e nenhum direito a menos”, incentiva a vereadora.

Programe-se

28 de abril

Greve Geral contra Reforma da Previdência e Trabalhista

Concentração Praça Nossa Senhora de Salete

9 horas

8 de maio

Ato conjunto dos municipais contra Pacote de Maldades

Câmara Municipal

15 de maio

Indicativo de greve geral

Título: Municipais de Curitiba entram na greve geral do dia 28, Conteúdo: “Os servidores municipais de Curitiba, em sua totalidade, deliberaram por aderir à greve nacional. Ela é convocada pelas centrais sindicais no dia 28 contra a terceirização, reforma da previdência e reforma trabalhista”, afirma Irene Rodrigues, secretária de Saúde do Trabalhador da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT). Essa foi a decisão final dos trabalhadores que se reuniram, na noite do dia 24, em assembleia conjunta de cinco sindicatos. A decisão entende que é necessário pressionar o governo federal contra medidas que retiram direitos da classe trabalhadora. Outra decisão importante é aumentar a pressão pela retirada do Pacote de Maldades do prefeito Rafael Greca (PMN), que tramita na Câmara Municipal de Curitiba. Para isso será realizado um grande ato no dia 8 de maio, além de indicativo de greve para o dia 15 do mesmo mês. “Nós estaremos no dia 8 com um ato conjunto dos sindicatos. Nosso indicativo de greve é o dia 15. Até lá, nós vamos fortalecer os ambientes de trabalho, vamos debater com nossa categoria nos coletivos para que essa greve aconteça de uma forma unificada e forte”, complementa Irene Rodrigues. A data do dia 15 para início da greve geral leva em consideração o calendário da Câmara Municipal de Curitiba. Nesse sentido, ficou definido que caso os vereadores antecipem a votação, a greve pode ser antecipada. O pacotaço de Rafael Greca prevê a mudança da data-base de 31 de março para 31 de outubro, congela plano de carreiras, cria uma lei de responsabilidade fiscal que esmaga salários e inibe reajustes salarias acima de 70% do que foi arrecado na receita corrente líquida. O prefeito ainda pretende cortar vale alimentação mensal de servidores que faltaram um dia sem justificativa. Contra a população, o prefeito quer cobrar IPTU de famílias pobres que eram isentas, além de aumentar a taxa, e cobrar taxa de lixo desses. Greca ainda aumenta o imposto para transferências imobiliárias até R$ 300 mil, atingindo em cheio a classe ligada ao Minha Casa, Minha Vida. Nesse projeto, o prefeito não aumenta impostos para os mais ricos. Para a vereadora professora Josete, que esteve na assembleia, é possível impedir que o pacotaço seja aprovado na CMC. “Já estamos em dez vereadores [na oposição] e podemos conquistar mais dez. Tendo vinte, podemos derrubar esse pacote. Então, vamos à luta e nenhum direito a menos”, incentiva a vereadora. Programe-se 28 de abril Greve Geral contra Reforma da Previdência e Trabalhista Concentração Praça Nossa Senhora de Salete 9 horas 8 de maio Ato conjunto dos municipais contra Pacote de Maldades Câmara Municipal 15 de maio Indicativo de greve geral



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