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Petroleiros param sexta (24) e avaliam estado de greve

Na próxima sexta-feira (24), trabalhadoras e trabalhadores petroleiros de todo o Brasil vão cruzar os braços em uma grande paralisação nacional para exigir a suspensão das privatizações.

Publicado: 21 Março, 2023 - 09h19

Escrito por: Thiago Marinho

Divulgação
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Na próxima sexta-feira (24), trabalhadoras e trabalhadores petroleiros de todo o Brasil vão cruzar os braços em uma grande paralisação nacional para exigir a suspensão das privatizações e a saída da gestão bolsonarista da Petrobras.

A paralisação, aprovada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos, faz parte do calendário de lutas, com paralisações, estado de greve, ações políticas e jurídicas, para impedir que a gestão da Petrobras dê prosseguimento às privatizações, conforme anunciou na última sexta-feira, 17.

Segundo a direção da FUP, com quase três meses de governo Lula (PT), a diretoria e o Conselho de Administração da Petrobras seguem ocupados por indicados de Jair Bolsonaro (PL), que correm contra o tempo para concluir as vendas de ativos e boicotam as propostas de reconstrução da estatal.

Para a FUP, ao retomar a venda da Lubnor (CE) e dos polos de produção do Rio Grande do Norte e do Espírito Santo, a Petrobras vai na contramão da orientação dada pelo governo Lula, via Ministério das Minas e Energia, para que a empresa interrompesse as privatizações. Em documento enviado à estatal no dia primeiro de março, o MME solicitou a suspensão por 90 dias da venda dos ativos que estão em andamento, reforça a direção da entidade.

Durante a paralisação nacional da categoria petroleira na sexta, 24, os sindicatos iniciarão assembleias para que os trabalhadores avaliem a aprovação de estado de greve contra qualquer tentativa de privatização de ativos da Petrobras no governo Lula.

O projeto que foi eleito nas urnas foi o de reconstrução do Sistema Petrobras e não de continuidade do desmonte, diz a direção da FUP.

É inadmissível que os bolsonaristas sigam entranhados na gestão da empresa, inviabilizando e boicotando o programa de governo que foi aprovado nas urnas, diz a FUP. E, enquanto isso, continuem sendo “premiados” pelo PPP por “facilitar” a privataria e, assim, baterem as metas que lhes garantem polpudos e imorais superbônus, acrescenta.

A nota segue dizendo: “Estamos falando de gestores que entregaram ativos estratégicos da Petrobrás a preço de banana, em negociações suspeitas, mas seguem ilesos e ainda por cima, no comando da estatal”.