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Presidente do TST defende reforma trabalhista que prejudica os trabalhadores

Em audiência pública na Câmara, Ivens Gandra Martins assumiu a defesa dos interesses dos patrões no debate da reforma trabalhista

Escrito por: Manoel Ramires/Fessmuc • Publicado em: 16/02/2017 - 14:20 • Última modificação: 20/02/2017 - 16:58 Escrito por: Manoel Ramires/Fessmuc Publicado em: 16/02/2017 - 14:20 Última modificação: 20/02/2017 - 16:58

Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados Comissão especial realizou audiência pública hoje na Câmara para discutir o PL 6787/16

A Câmara dos Deputados realizou hoje (16) uma audiência pública para debater o PL 6787/16 – Reforma Trabalhista. A comissão especial contou com a participação do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e com a presença do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins. Eles foram sabatinados por deputados federais.

Em sua exposição, o presidente do TST saiu em defesa dos empregadores. Ives Gandra reconheceu que não falava em nome da Justiça do Trabalho, que tem opinião divergente. Para ele, a reforma da CLT deve ocorrer para garantir empregos: “É preciso saber o que queremos do direito do trabalho, se mais ou menos rigidez, um ajuste fino, mas do jeito que está nós vamos aumentar o desemprego”, disse.

As exposições do presidente do TST e do ministro do trabalho foram criticadas pelo deputado federal gaúcho Wadih Damous. “Todas as modificações que querem aplicar aqui tem gerado, na verdade, desemprego e precarização das relações de trabalho. A proposta do ministro (Ronaldo Nogueira) vem pra agravar essa situação. O projeto possibilita que se retire o registro de ponto”, apontou.

Para Damous, a "modernização" da CLT não passa de retórica. Ele recordou que desde a fundação da CLT, em 1943, todos os artigos já foram alterados e que a intenção agora é enfraquecer ainda mais a proteção aos trabalhadores e os sindicatos.

O parlamentar ainda alertou para a chance de alguma emenda tentar retirar o papel dos sindicatos nas negociações entre “negociado e legislado”. “Estamos num cenário que pode ser piorado. Podem entrar dispositivos prescindindo a participação de sindicatos na negociação coletiva. Aí é o fim do mundo, alerta”.

Título: Presidente do TST defende reforma trabalhista que prejudica os trabalhadores, Conteúdo: A Câmara dos Deputados realizou hoje (16) uma audiência pública para debater o PL 6787/16 – Reforma Trabalhista. A comissão especial contou com a participação do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e com a presença do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins. Eles foram sabatinados por deputados federais. Em sua exposição, o presidente do TST saiu em defesa dos empregadores. Ives Gandra reconheceu que não falava em nome da Justiça do Trabalho, que tem opinião divergente. Para ele, a reforma da CLT deve ocorrer para garantir empregos: “É preciso saber o que queremos do direito do trabalho, se mais ou menos rigidez, um ajuste fino, mas do jeito que está nós vamos aumentar o desemprego”, disse. As exposições do presidente do TST e do ministro do trabalho foram criticadas pelo deputado federal gaúcho Wadih Damous. “Todas as modificações que querem aplicar aqui tem gerado, na verdade, desemprego e precarização das relações de trabalho. A proposta do ministro (Ronaldo Nogueira) vem pra agravar essa situação. O projeto possibilita que se retire o registro de ponto”, apontou. Para Damous, a modernização da CLT não passa de retórica. Ele recordou que desde a fundação da CLT, em 1943, todos os artigos já foram alterados e que a intenção agora é enfraquecer ainda mais a proteção aos trabalhadores e os sindicatos. O parlamentar ainda alertou para a chance de alguma emenda tentar retirar o papel dos sindicatos nas negociações entre “negociado e legislado”. “Estamos num cenário que pode ser piorado. Podem entrar dispositivos prescindindo a participação de sindicatos na negociação coletiva. Aí é o fim do mundo, alerta”.



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