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Servidores públicos de Florianópolis continuam em greve, após sofrerem violência

Mesmo com todas as represálias do prefeito Gean Loureiro, a categoria continua resistindo e pede pela retirada do Projeto de Lei que quer colocar Organizações Sociais para administrar setores públicos

Escrito por: estagiária Bárbara Oliveira • Publicado em: 24/04/2018 - 15:14 Escrito por: estagiária Bárbara Oliveira Publicado em: 24/04/2018 - 15:14

Divulgação Sintrasem Servidores votam por unanimidade pela continuidade da greve.

Apesar de todas as violências contra os servidores públicos de Florianópolis a categoria decidiu, por unanimidade, pela continuidade da greve, que teve início no dia 11 de abril. O Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Florianópolis) fez assembleia ontem, dia 23, com 5 mil trabalhadores e trabalhadoras.

Os servidores reivindicam a retirada do Projeto de Lei que autoriza a prefeitura a contratar organizações sociais em alguns serviços da saúde e educação.

No último sábado, dia 21, a câmara se reuniu em uma sessão em pleno feriado para votar o Projeto de Lei 17.484/2018. O PL foi aprovado por 16 votos favoráveis e 6 contra. Os servidores se manifestaram contrários a esse projeto e foram recebidos com spray de pimenta e bombas de efeito moral. A Guarda Municipal jogou gás de pimenta nos manifestantes e as portas foram fechadas para que ninguém saísse do local. Muitos passaram mal.

 

Sindicato sofre represálias

Desde a decisão da greve o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Florianópolis – Sintrasem, tem sofrido ataques que querem impedir a organização dos trabalhadores. A justiça decretou a greve ilegal, após cinco dias de manifestações.  O desembargador Hélio do Valle Pereira, da Vara da Fazenda Pública da capital, decretou uma multa de 100 mil reais caso a greve continue. Além disso, o prefeito, Gean Loureiro, ataca individualmente cada diretor do sindicato exigindo que seja pago uma multa de 10 salários mínimos por dia, caso a greve continue. "Mesmo sob forte repressão policial a categoria permaneceu firme e continua decidida a dar sequência na luta contra as O.S.”, afirmou o presidente do Sintrasem, Renê Munaro.

Para a presidenta da Confetam, Vilaní Oliveira, a greve é um direito constitucional, portanto os servidores têm pleno direito a se manifestarem paralisando suas atividades em defesa dos seus direitos e do serviço público de qualidade. “Ao decretar a ilegalidade da greve, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, fere um princípio constitucional e presta um desserviço à sociedade”, afirmou. A presidenta lamenta ainda a violência com a qual os servidores foram tratados em um ato pacifico, “foi um ato de covardia tanto dos vereadores, que não foram eleitos para este fim, tanto do prefeito Gean Loureiro. A luta e a resistência são o único caminho que nos resta”, disse Vilaní.

Título: Servidores públicos de Florianópolis continuam em greve, após sofrerem violência, Conteúdo: Apesar de todas as violências contra os servidores públicos de Florianópolis a categoria decidiu, por unanimidade, pela continuidade da greve, que teve início no dia 11 de abril. O Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Florianópolis) fez assembleia ontem, dia 23, com 5 mil trabalhadores e trabalhadoras. Os servidores reivindicam a retirada do Projeto de Lei que autoriza a prefeitura a contratar organizações sociais em alguns serviços da saúde e educação. No último sábado, dia 21, a câmara se reuniu em uma sessão em pleno feriado para votar o Projeto de Lei 17.484/2018. O PL foi aprovado por 16 votos favoráveis e 6 contra. Os servidores se manifestaram contrários a esse projeto e foram recebidos com spray de pimenta e bombas de efeito moral. A Guarda Municipal jogou gás de pimenta nos manifestantes e as portas foram fechadas para que ninguém saísse do local. Muitos passaram mal.   Sindicato sofre represálias Desde a decisão da greve o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Florianópolis – Sintrasem, tem sofrido ataques que querem impedir a organização dos trabalhadores. A justiça decretou a greve ilegal, após cinco dias de manifestações.  O desembargador Hélio do Valle Pereira, da Vara da Fazenda Pública da capital, decretou uma multa de 100 mil reais caso a greve continue. Além disso, o prefeito, Gean Loureiro, ataca individualmente cada diretor do sindicato exigindo que seja pago uma multa de 10 salários mínimos por dia, caso a greve continue. Mesmo sob forte repressão policial a categoria permaneceu firme e continua decidida a dar sequência na luta contra as O.S.”, afirmou o presidente do Sintrasem, Renê Munaro. Para a presidenta da Confetam, Vilaní Oliveira, a greve é um direito constitucional, portanto os servidores têm pleno direito a se manifestarem paralisando suas atividades em defesa dos seus direitos e do serviço público de qualidade. “Ao decretar a ilegalidade da greve, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, fere um princípio constitucional e presta um desserviço à sociedade”, afirmou. A presidenta lamenta ainda a violência com a qual os servidores foram tratados em um ato pacifico, “foi um ato de covardia tanto dos vereadores, que não foram eleitos para este fim, tanto do prefeito Gean Loureiro. A luta e a resistência são o único caminho que nos resta”, disse Vilaní.



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