Porque uma campanha contra o racismo?
O racismo é uma ideologia que estabelece, equivocadamente, uma hierarquia de valores entre os grupamentos humanos. Sustenta-se, por práticas discriminatórias - não reconhecendo direitos sociais e incitando o preconceito - um pré-julgamento, por marcadores físicos de homens e mulheres, considerando valores equivocados sobre a pessoa.
Os valores que determinam comportamento discriminatório e preconceituoso são veladamente ensinados, aprendidos, passados de geração para geração e reforçados no cotidiano do mundo do trabalho, como, se as desigualdades da sociedade, principalmente do mundo do trabalho, fossem naturais e não uma construção histórica e cultural, como se a ideologia e o racismo estivessem ancorados no mundo da cultura e, por isso, sejam aprendidos, pois "Ninguém Nasce Racista!".
A superação das desigualdades de oportunidades em nosso país é ainda um grande desafio para todos nós, pois se trata de uma cultura que serviu de alicerce para a construção do país e afeta a vida de muitas pessoas, envolvendo todas as esferas da sociedade. No Brasil, o racismo tem uma ligação com desenvolvimento econômico e social. No caso particular do mundo do trabalho, gerou e gera a exclusão, a marginalização, a humilhação, a desqualificação e o desrespeito dos trabalhadores.
O que é a campanha?
A campanha é um conjunto de ações, que objetivam o resgate da capacidade das pessoas se tratarem como iguais e desaprenderem o racismo no cotidiano do mundo do trabalho, porque "Ninguém Nasce Racista!".
Essa campanha vem do projeto que a Internacional de Serviços Públicos (ISP) Brasil estará realizando com suas filiadas, sobre Promoção da Igualdade de Oportunidades no Setor Público no Brasil, com os segmentos: LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), Jovens e Raça.
Queremos, portanto, acabar com o racismo?
Sim. A campanha é um conjunto de ações para resgatar a capacidade das pessoas se tratarem como iguais, pois não podemos telerar o racismo entre trabalhadores, muito menos no serviço público. Precisamos reverter o racismo, que aprendemos durante nossa vida e acabar com esse ciclo que vai contra a natureza humana.
O que fizemos
* Na ISP criamos o Comitê Nacional de combate ao racismo;
* 1ª Conferência Internacional de Combate ao Racismo, em 2003, na Bahia, com o tema "Sindicatos dizem não ao racismo e a xenofobia";
* Participamos da 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, em 2005, em Brasília;
* Realizamos o Seminário Estadual, com o tema "Raça e Cidadania", em 2004, no Ceará;
* Criamos o Coletivo de Combate ao Racismo da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), em 2004;
* Promovemos três Conferências Regionais de Promoção da Igualdade Racial, em Itapipoca, Maniço de Baturité e no Sertão Central;
* Contribuímos para o desenvolvimento do Projeto "Novembro da Consciência Negra", em Fortaleza;
* Desenvolvemos, em parceria com o Sindicato dos Servidores de Barreira e Acarape, o projeto "Superando o Racismo na Escola", com os professores da rede pública de Barreira. Já estamos desenvolvendo a 2ª etapa do projeto.
Políticas de ações afirmativas
Visam retificar os resultados atuais da discriminação, praticados no passado que consolidaram o ideal de igualdade e acesso a bens fundamentais como trabalho, saúde, educação, participação e justiça.
Exemplos: Políticas de cotas; Lei 10.639-03 que torna obrigatória, no ensino público brasileiro, a temática "História e Cultura Afro-brasileira".
Importância da campanha
Porque racismo, sobretudo nos serviços públicos, refuta o princípio fundamental do bem público, que é para todos, independente de raça, cor, religião, orientação sexual e idade. Também porque, apenas no combate ao racismo, temos a oportunidade de construirmos uma sociedade verdadeiramente democrática e inclusa, baseada nos Direitos Humanos.